Facção acusa mulher de "X9" e ordem é: "Pega ela e mata na cara dura, mano”; veja vídeo
Investigação aponta que Ana Carolina Santana foi torturada por quase dois dias e morta após ser acusada de repassar informações à polícia; grupo atuava no tráfico do Setor Real Conquista

A Polícia Civil revelou detalhes chocantes sobre o assassinato de Ana Carolina Santana, de 22 anos, executada em Goiânia por ordem de uma facção criminosa que domina o tráfico de drogas no Setor Real Conquista. Segundo as investigações, a jovem foi torturada por quase dois dias antes de ser morta dentro de uma casa, em maio de 2025. O crime, tratado pelos investigadores como bárbaro, foi filmado pelos próprios assassinos.
O que a polícia encontrou foi um corpo com a cabeça arrancada e carbonizado, apenas por acharem que Ana Carolina passava informações para polícia.
Na última quinta-feira (13), uma grande operação policial resultou na prisão de quatro jovens suspeitos de participação direta no homicídio. A caçada começou ainda durante a madrugada, com equipes cercando imóveis enquanto um helicóptero da Polícia Civil dava apoio aéreo às buscas. Imagens obtidas pelo #JA1 mostram o momento em que os investigadores monitoravam os alvos e fechavam o cerco contra o grupo.
De acordo com a polícia, os suspeitos são integrantes de uma organização criminosa que atua fortemente na região. Vídeos e mensagens interceptadas durante a investigação mostram que os criminosos monitoravam as ruas e recebiam ordens em tempo real. Em um dos áudios analisados, um integrante da facção afirma: “Na hora que pegar ela, pra matar ela lá na cara dura, mano”.
A execução aconteceu em uma residência no Setor Real Conquista e, segundo os investigadores, a vítima permaneceu no local durante toda a madrugada antes do corpo ser abandonado.
“Passaram quase dois dias torturando essa vítima. Ela foi morta no interior de uma residência, passou a madrugada inteira naquele local, e tentaram ocultar esse cadáver”, afirmou o delegado responsável pelo caso. O corpo de Ana Carolina foi encontrado no dia seguinte por um morador da região.
A principal linha de investigação aponta que Ana Carolina teria sido “decretada” pela facção após suspeitas de que estaria colaborando com policiais.
“Ela era suspeita pela facção de colaborar com policiais. Diante dessa informação, houve a decretação dessa vítima”, disse o delegado. Segundo ele, os quatro presos participaram diretamente da execução e têm entre 18 e 21 anos.
A morte da jovem também é investigada em conjunto com outros quatro assassinatos registrados na mesma época, incluindo o homicídio do companheiro dela. Durante a operação, os policiais apreenderam diversos materiais que agora serão analisados para identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre a facção que controla o tráfico na região.
Para a polícia, o caso escancara o avanço da violência no Setor Real Conquista.
“Ali é uma região de bastante violência, onde a criminalidade está bastante latente. Existe uma organização criminosa atuante naquela região”, destacou o delegado. As investigações continuam para localizar outros faccionados ligados ao crime.
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