Ex-vice-presidente do Atlético-GO vai à júri por execução de radialista
Além de Maurício Sampaio, quatro envolvidos também serão julgados em 14 de março de 2022, entre eles dois policiais militares.

A Justiça de Goiás marcou para o dia 14 de março de 2022 o julgamento do ex-vice-presidente do Clube Atlético Goianiense, Maurício Sampaio, que será levado à júri sob acusação de ser o mandante da execução do radialista Valério Luiz, em julho de 2012.
Sampaio será julgado junto de outros quatro envolvidos: Urbano de Carvalho, que teria contratado um policial militar para executar Valério; Ademá Figueiredo, cabo da PM que consumou o crime; Marcus Vinícius Pereira Xavier, participou do planejamento do homicídio; Djalma da Silva, PM acusado de atrapalhar as investigações.
De acordo com as investigações, o radialista teria virado alvo de Sampaio devido às constantes críticas públicas que o comunicador direcionava à diretoria do Atlético. Valério Luiz foi assassinado a tiros em frente à rádio onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia.
Em fevereiro de 2013, a Polícia Civil concluiu o inquérito, com mais de 500 páginas, da execução de Valério Luiz, quando o documento foi enviado à apreciação do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e os cinco envolvidos indiciados.
Desde o ano de 2019 o julgamento tem sido adiado por “empecilhos” jurídicos. Inicialmente, o caso estava nas mãos do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que alegou falta de estrutura do Tribunal para o julgamento dos cinco acusados para não marcar o júri.
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Os cinco indiciados pela Polícia Civil irão à júri em 14 de março de 2022
Em seguida, o magistrado desmembrou o processo em três outros e atrasou o julgamento.
Determinado tempo depois, Jesseir solicitou afastamento da presidência da comissão por motivos pessoais e disse que era "suspeito de continuar atuando para a concretização do júri popular, batendo contra todo o sistema processual".
O caso foi encaminhado ao juiz Lourival Machado da Costa. Em fevereiro de 2020, o magistrado marcou o julgamento dos réus para junho, no entanto, devido à pandemia, o julgamento foi adiado “sem data” até essa quinta-feira (25), quando a Justiça divulgou a nova data.

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