Ex-vereador nega elo com o PCC e diz que operação é baseada em mentiras
Willian Ludovico afirma que ligação direta de energia foi feita pela própria Equatorial e contesta delegado Humberto Teófilo.

O advogado, empresário e ex-vereador de Aparecida de Goiânia, Willian Ludovico de Almeida, divulgou uma nota de esclarecimento após ser alvo de operação da Polícia Civil de Goiás. Ele afirma que as investigações têm sido marcadas por “interpretações equivocadas” e nega qualquer irregularidade.
Na nota, o ex-parlamentar diz que já acionou a Justiça para comprovar sua integridade e buscar reparação por danos morais. Ele também contesta a apuração relacionada a um suposto furto de energia elétrica em seu supermercado.
Segundo Willian, após um curto-circuito, a própria concessionária Equatorial Energia teria feito uma ligação provisória até a substituição do medidor. Ele afirma que aguardava a regularização quando foi surpreendido pela ação policial.
O empresário também declarou que colaborou com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, entregando voluntariamente celulares aos agentes. Além disso, negou ter feito ameaças ao delegado Humberto Teófilo e classificou como “grave” a associação de seu nome a um investigado preso em São Paulo.
“Não tenho qualquer relação com os fatos mencionados”, afirmou, acrescentando que a vinculação a facção criminosa coloca sua vida em risco.
Operação
Willian Ludovico está entre os investigados em uma operação da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão na última quinta-feira (9).
Durante a operação, foi preso em Votorantim Rivonaldo de Moura Xavier, apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a polícia, ele teria feito ameaças ao delegado Humberto Teófilo.
Além de Willian e Rivonaldo, outros investigados também foram alvo de mandados. A Polícia Civil não detalhou qual seria a relação do ex-vereador com os demais suspeitos.
O caso segue sob investigação.

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