Ex-presidente de time goiano é acusado de envolvimento com milícias do RJ e traficantes de MG
Tiago Dantas, ou G10, é suspeito de enviar cocaína para traficantes do Triângulo Mineiro. A estimativa é de que a organização criminosa tenha movimentado mais de R$ 1 bilhão.

Investigação da Polícia Federal apura a conexão milícia do Rio de Janeiro, o tráfico de drogas no Triângulo Mineiro e o ex-presidente do Iporá Futebol Clube, em Goiás, Tiago Dantas, conhecido como G10, que seria responsável pelo envio de cocaína para traficantes do Triângulo Mineiro. A estimativa é de que a organização criminosa tenha movimentado mais de R$ 1 bilhão.
Conforme a reportagem do Fantástico, da TV Globo, as investigações mostram que o dinheiro do crime financiava cenas como a de G10 dirigindo uma Ferrari em Paris, ou pedindo a noiva em casamento sobrevoando o Cristo Redentor. Em Goiás, ele fala como dirigente esportivo.
“Ele se apresentava realmente como uma pessoa bem-sucedida perante a sociedade. Se apresentava como empresário do agronegócio, né”, diz o delegado da Polícia Federal Renato Beni da Silva.
Ismar Ramos Pamponet, agente da Polícia Federal explica que a ascensão financeira de G10 ocorreu após o ano de 2008 com o envolvimento no tráfico de drogas. Antes, o ex-presidente do clube goiano trabalhava na área de padaria, tinha função de padeiro. Entre 2019 e 2021, ele movimentou mais de R$ 50 milhões.
Para conseguir “lavar” o dinheiro do tráfico o grupo adquiria bens de luxo, como veículos, fazendas, embarcações.
Para isso, o ex dirigente Tiago G10 contava com Marco Túlio Santos, traficante mineiro que, ao ser preso na Operação Balada, confessou sua participação no esquema criminoso.
“O dinheiro obtido com o tráfico de drogas turbina outros esquemas criminosos pelo país né. Quando você consegue atuar nessa matriz financeira, você descapitaliza e consegue romper essa engrenagem”, diz o superintendente da PF em Minas Gerais Marcelo Salvio Rezende Vieira.
O que dizem as defesas
A defesa do PM Marcos Paulo e de William Reis confirma que os dois são sócios, mas que nunca integraram milícia alguma, nunca lavaram dinheiro, nunca traficaram armas e nunca integraram nenhum tipo de organização criminosa
Diz ainda que o fuzil que William aparece segurando no vídeo é um equipamento de Airsoft – ou seja não letal.
Em nota, a Polícia Militar do Rio confirmou a "prisão de um agente da corporação".
A defesa de Adriano Alves - que está foragido - afirmou que as acusações contra ele "são fundadas em suposições, não condizentes com a verdade".
O advogado de Tiago G10 também insiste na inocência do cliente - o ex-dirigente está foragido.
A defesa de Marco Túlio diz que o cliente já confessou o crime na Operação Balada e que de lá para cá não cometeu novos crimes.

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