Ex-gerentes e funcionário aplicam golpe e dão prejuízo de R$ 618 mil em banco
O delegado Tiago Fraga concluiu o inquérito, em Caldas Novas, pediu a prisão dos cinco indiciados, mas a Justiça entendeu que eles devem responder o crime em liberdade.

Cinco pessoas, sendo quatro da mesma família, foram indiciadas por crimes de estelionato e associação criminosa acusados de causar R$ 618 mil de prejuízo a um banco, em Caldas Novas (169 km da Capital). Os acusados foram identificados como dois ex-gerentes, com apoio de dois familiares, e participação de um funcionário da agência.
O delegado Tiago Fraga concluiu o inquérito na terça-feira (5). Segundo ele, foram feitos pedidos de prisão dos cinco indiciados, mas a Justiça entendeu que eles deveriam responder o crime em liberdade.
Fraga contou que o próprio banco fez auditoria e notou o prejuízo, por isso denunciou a suspeita à Polícia Civil, que investigou e descobriu como o grupo agia.
A corporação identificou que quatro dos envolvidos são da mesma família, sendo um deles pai de dois dos membros e sogro de um terceiro.
Apenas o funcionário do banco, demitido após a denúncia, não tinha uma ligação familiar com os demais acusados.
O delegado explicou que o primeiro membro e o genro dele foram gerentes do banco e se conhecem há décadas. Os dois, junto com os outros parentes, abriram correspondentes bancários, empresas que oferecem alguns serviços próprios da instituição financeira, como pagamento de boletos, pedidos de abertura de contas e alguns empréstimos, por exemplo.
De acordo com o delegado, o grupo usava o limite máximo diário de transações de cada correspondente e, para liberar mais dinheiro, faziam falsos depósitos enviando envelopes vazios.
Ainda segundo o delegado, o crédito era liberado para os correspondentes bancários antes da conferência dos valores dos envelopes. No entanto, mesmo depois disso, o então funcionário do banco, que era responsável por conferir os depósitos, fraudava os registros validando os pagamentos fictícios, encobrindo o golpe.
O delegado acredita que o grupo aplicou esse golpe durante cerca de um ano.
Se forem denunciados e condenados pelos crimes de estelionato e associação criminosa, cada um pode ficar preso por até oito anos.

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