Estelionatários assumem "controle" digital do Santander e desviam milhões; advogado é alvo
Operação mira esquema que desviou mais de R$ 14 milhões de conta empresarial; advogado aparece entre os alvos e tem prisão decretada

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo colocou o banco Santander no centro de um escândalo de fraude milionária. A segunda fase da Operação Operatio Infidelitas, deflagrada nesta quinta-feira (23), investiga um esquema sofisticado que teria desviado mais de R$ 14 milhões de uma conta empresarial, após criminosos assumirem o controle digital do sistema bancário da vítima.
Na sequência das apurações, um advogado aparece entre os principais alvos da ação e teve a prisão decretada pela Justiça. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, cumpridos na Grande São Paulo, interior paulista e também em Goiás. Cerca de 55 policiais participaram da ofensiva, que já resultou, até o momento, em duas prisões.
Segundo a investigação, o grupo conseguiu acessar a conta da empresa ao habilitar, de forma irregular, credenciais corporativas — uma espécie de chave de acesso ao sistema bancário. A Polícia Civil apura possível conluio interno, além do uso de técnicas de engenharia social para sequestrar a identidade digital da vítima.
Com o domínio da conta, os suspeitos agiram rápido: realizaram transferências via TED, Pix e emissão de boletos para espalhar o dinheiro e dificultar o rastreamento. A estratégia, segundo os investigadores, indica alto nível de organização e planejamento.
A primeira fase da operação já havia apreendido dispositivos eletrônicos e dinheiro em espécie. A análise desse material revelou que o esquema pode ser ainda maior, com atuação interestadual e indícios de lavagem de dinheiro, reforçando a suspeita de uma organização criminosa estruturada.

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