Esposa que mandou executar tabelião com ajuda da amante sai da cadeia; família da vítima protesta
Conforme a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), as duas não estão em presídios, mas cumprem pena e são monitoradas com tornozeleira eletrônica.

Alyssa Chaves Carvalho, presa como mandante da execução do marido, o tabelião de Rubiataba Luiz Fernando Alves Chaves, 40 anos, morto a tiros na noite do dia 28 de dezembro de 2021, num canavial à margem da rodovia GO-334, região do Vale de São Patrício, e a irmã dela, nome não divulgado, também presa por envolvimento no crime, deixaram a cadeia.
Familiares da vítima pedem por justiça e que as acusadas voltem para trás das grades. Segundo a tia de Luiz Fernando, Regiane Silva Sousa, a ex-esposa do cartorário e a irmã dela deixaram presídio e a família luta para que elas voltem e, inclusive, está organizando um protesto para chamar atenção da população e do Judiciário.
Conforme a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), as duas não estão em presídios, mas cumprem pena e são monitoradas com tornozeleira eletrônica. Segundo a Polícia Civil, a esposa é suspeita de encomendar o crime com o intuito de ficar com os bens do casal e dinheiro do seguro de vida. O envolvimento da irmã dela no crime não foi divulgado.
“O sentimento que ficou foi de injustiça. Ele tinha três filhos com ela que ficaram órfãos. Agora elas saíram, estão promovendo festa, estourando champanhe. Enquanto isso ele está morto”, disse a tia de Luiz Fernando, Regiane Silva Sousa, de 52 anos.
Os familiares organizam uma manifestação para pedir justiça, marcada para acontecer no dia 5 de novembro, às 9h, no Ginásio Amando Grecco, em Trindade.
“É uma forma de pedir para que revejam a decisão e chamar a atenção do tribunal”, disse o irmão de Luiz Fernando Alves Chaves, o servidor público Marco Aurélio Chaves, de 37 anos.
Marco Aurélio chegou a dizer que teme pela integridade física da família. “A gente tem receio. Se elas tiveram coragem de tirar a vida do meu irmão, poderia fazer algo conosco também”, desabafou.
De acordo com ele, o irmão, que completaria 41 anos nesse ano, deixou três filhos, fruto do relacionamento com a acusada: um casal de gêmeos de 6 anos e uma menina de 4.
“Ele era um excelente pai. As crianças às vezes lembram dele, perguntam sobre ele”, disse. “Ele era tranquilo, convivia com muita gente. Todos acham injusto”, completou.
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Entenda o caso
De acordo com a ocorrência, os bandidos invadiram a casa de Luiz Fernando à noite, utilizando dois controles remotos para abrir o portão, no momento em que a vítima estava sozinha estudando em um curso online, enquanto a esposa e os filhos, 5 anos e gêmeos de 3 anos, estavam na igreja.
O tabelião foi rendido, colocado em seu próprio automóvel, uma caminhonete Toyota Hilux, e levado para a região de Uruana, em São Patrício, onde foi jogado no canavial e alvo de 7 tiros à queima-roupa.
Um carro trafegando em “altíssima velocidade” e com todas as luzes apagadas chamaram atenção dos vizinhos da vítima, que acionaram a Polícia Militar (PM). Mais tarde, com o encontro do cadáver e contato com a família do tabelião, foi constatado o sequestro e o assassinato.
Durante as investigações e buscas entre a noite de terça (28) e esta madrugada (29), dois bandidos, 21 e 23 anos, foram localizados durante tentativa de fuga em Carmo do Rio Verde, ainda na região do Vale de São patrício, onde foram presos por envolvimento no crime.
Em depoimento, os assassinos teriam afirmado que eram de Pirenópolis, tinham sido contratados para levar a “encomenda” a Anápolis e que receberiam R$ 5 mil pela execução e mais R$ 5 mil depois, com a venda da Hilux

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