Erro da Justiça faz polícia arrombar casa e prender jovem inocente em Goiás; assista
Mandado expedido pela Justiça do Amapá confundiu o nome de uma suspeita de estelionato com o de uma estudante goiana. A mãe denuncia que a filha passou semanas presa injustamente e relata o drama vivido pela família

Segundo o relato da mãe da vítima, a família ainda dormia quando foi surpreendida pela ação.
Uma operação policial, na madrugada do dia 2 de julho, transformou a rotina de uma família em Goiás em um pesadelo. Por volta das 5h, policiais arrombaram a porta da residência e entraram fortemente armados para cumprir um mandado de prisão expedido pela Justiça do Amapá. O alvo, porém, seria uma suposta estelionatária. Quem acabou presa foi uma jovem inocente, confundida por causa do nome.
Segundo o relato da mãe da vítima, a família ainda dormia quando foi surpreendida pela ação. Os policiais invadiram o imóvel com fuzis apontados para os moradores e anunciaram que havia um mandado de prisão contra Ellen.
“A gente só veio cumprir, qual que é o seu documento?”, teria dito um dos agentes ao chegar ao local, mas que não soubeplicar o motivo.
Sem entender o que estava acontecendo, a jovem foi levada para a delegacia, acompanhada pelos familiares. Somente na unidade policial a família descobriu que a investigação envolvia um esquema de estelionato. De acordo com a mãe, a Justiça confundiu a filha, chamada Ellen Lorraine, com outra mulher identificada como Lorraine, investigada pelo crime.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a mãe contou que a prisão ocorreu diante de toda a família e descreveu o momento de desespero. “Nós estávamos dormindo quando os policiais arrebentaram a nossa porta. Entraram com fuzis na nossa cabeça e com uma luz muito forte nos nossos olhos. A gente achou até que fossem bandidos”, afirmou.
Ainda segundo ela, a filha permaneceu o dia inteiro na delegacia e, depois, foi transferida para o presídio de Aparecida de Goiânia. O celular da jovem também foi apreendido e enviado ao Amapá para auxiliar na investigação, mas, conforme a família, o aparelho permaneceu retido por dias sem qualquer resposta sobre a situação.
A mãe afirma que a filha nunca teve envolvimento com crimes e sempre colaborou com as autoridades. Ela disse que a jovem estudava para prestar a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quando foi presa e lamentou o sofrimento enfrentado durante o período de detenção.
“Já tem três semanas que a minha filha está dentro de uma cela, passando necessidade, fome. Eu nunca vi minha filha até hoje. Uma filha criada com princípios no meio cristão, que estava tentando passar na prova da OAB. Eu nunca tomei remédio para dormir e agora estou dormindo à base de remédios. Só uma mãe sabe o que está passando”, desabafou.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação do vídeo da mãe da jovem, que cobra uma resposta das autoridades e pede que o erro seja reconhecido. A família sustenta que a prisão foi resultado de uma identificação equivocada e espera que a Justiça esclareça o caso e responsabilize os envolvidos pela confusão.
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