Empresário que estuprou menina de 13 anos se entregou à policia por medo de morrer
Robério Santos teria cometido o crime em Valparaíso mde Goiás e se entregou à polícia na tarde dessa quarta-feira (04), acompanhado de seu advogado e com o rosto coberto

Em um desdobramento chocante de um caso que revoltou a população, o empresário Robério Santos, acusado de sequestrar e estuprar uma adolescente de 13 anos em Valparaíso de Goiás, se entregou à polícia na tarde dessa quarta-feira (04). Acompanhado de seu advogado e com o rosto coberto o acusado afirmou que o medo de ser morto foi um dos principais motivos para sua rendição.
O caso veio à tona no último sábado (31), quando câmeras de segurança registraram o momento em que o homem, usando máscara e boné, abordou a adolescente, que se dirigia à casa de uma amiga. Nas imagens, ele desce de um carro branco e aponta o que, posteriormente, foi identificado como uma arma falsa para a vítima. Segundo a polícia, a gravação já indicava a intenção do agressor de cometer o crime e ocultar sua identidade.
A delegada responsável pelo caso já havia solicitado a prisão preventiva do empresário, mas a decisão judicial ainda não havia sido proferida. No entanto, o acusado foi preso em flagrante por adulteração da placa do veículo utilizado no crime. De acordo com a delegada, ao tomar conhecimento da ampla divulgação das imagens e da identificação da placa de seu carro, ele teria modificado o número e acionado um guincho para remover o veículo do local, fugindo em outro automóvel. O carro foi apreendido no Recanto das Emas, no Distrito Federal, e dentro dele foi encontrada a arma falsa usada para intimidar a adolescente.
A mãe da vítima relatou à delegada que sua filha não conhecia o suspeito. A polícia estima que o agressor permaneceu com a adolescente por cerca de seis horas, período em que ela teria sido estuprada. A jovem foi libertada na manhã de domingo (1º), na mesma região onde a amiga mora.
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Versão da Defesa e Próximos Passos
O advogado do suspeito apresentou uma versão controversa dos fatos. Ele alegou que seu cliente e a adolescente teriam um "relacionamento" e que ele acreditava que ela tinha 18 anos. Segundo a defesa, no dia do ocorrido, eles teriam discutido, e a adolescente teria pego o celular do empresário. O uso da arma falsa, de acordo com o advogado, seria uma tentativa de recuperar o aparelho e "levá-la para casa". A máscara, por sua vez, teria sido usada porque o homem estaria gripado.
Apesar das alegações da defesa, a investigação policial segue em andamento para apurar todos os detalhes do crime. O empresário foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia e permanecerá à disposição da Justiça.
A expectativa agora é pela decisão da prisão preventiva e pelo desdobramento do processo judicial diante das graves acusações e da comoção gerada pelo caso.

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