Empresário morto a tiros em Anápolis estava a caminho da delegacia para denunciar agiota
Glauber Millen Martins da Paixão havia procurado ajuda da Polícia Militar depois de uma discussão com o homem que cobrava uma dívida. Orientado a registrar boletim de ocorrência, ele foi seguido e executado antes de chegar à delegacia

Glauber Millen Martins da Paixão era proprietário de uma ferragista em Anápolis e tinha dívida de R$ 3 mil com agiota.
O empresário Glauber Millen Martins da Paixão, proprietário de uma ferragista em Anápolis, foi morto a tiros no início da tarde desta sexta-feira (19), no Parque Brasília 2ª Etapa, enquanto seguia para a delegacia para registrar uma ocorrência. Segundo informações apuradas, ele era perseguido por um homem com quem havia discutido por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil.
Horas antes do assassinato, o suspeito teria ido até a ferragista para cobrar o valor. Durante o desentendimento, ele teria invadido o estabelecimento e danificado o veículo do empresário, o que levou Glauber a acionar a Polícia Militar.
Após atender a ocorrência, os policiais orientaram a vítima a formalizar a denúncia na delegacia. Glauber então deixou o local em um Volkswagen Gol prata e seguiu em direção à unidade policial.
No entanto, durante o trajeto, na região da Baixada, no Parque Brasília 2ª Etapa, o empresário teria sido perseguido pelo suspeito e surpreendido por diversos disparos. Mesmo ferido, ele não resistiu e morreu ainda no local.
Outra pessoa que estava no carro também foi atingida pelos tiros. A vítima sofreu ferimentos nas pernas, recebeu os primeiros socorros de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levada para uma unidade de saúde.
Logo após o crime, equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) iniciaram buscas pelos autores do ataque, que fugiram após os disparos. Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido preso.
As informações iniciais apontam que a principal linha de investigação é de que o homicídio tenha sido motivado pelo desentendimento envolvendo a cobrança da dívida de cerca de R$ 3 mil. O caso será investigado pela Polícia Civil, que trabalha para identificar e localizar o autor dos disparos.














