Empresário lucra R$ 40 mil por dia vendendo munição ao CV
Agentes públicos estavam envolvidos no esquema. Carlos Alexandre, ex-pm, coordenava homicídios e roubos, enquanto Nivaldo Carlos, também ex-policial, participava de roubos de armas e planejava assassinatos

Um esquema de tráfico de armas e munições, desvendado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, revelou que o empresário paulista Eduardo Bazzana lucrou aproximadamente R$ 1,6 milhões em apenas 40 dias, vendendo carregadores e munições para intermediários da facção criminosa Comando Vermelho (CV), o que representa um faturamento diário de cerca de R$ 40 mil.
Eduardo Bazzana, proprietário de lojas de armamentos e presidente de um clube de tiro em São Paulo, utilizava duas empresas de artigos esportivos como fachada para transações ilícitas. Preso em Americana, interior de São Paulo, há pouco mais de quatro meses, em uma operação conjunta com o Ministério Público, a investigação mostrou que suas contas pessoais e empresariais recebiam grandes quantias do CV, com depósitos e transferências que coincidiam com os registros financeiros do tráfico.
O empresário era um dos principais fornecedores de armamentos para o CV, aparecendo frequentemente em planilhas da organização com a venda de munições de calibres de guerra, como AK47, .223 e .762. Suas conexões se estendiam ao Rio de Janeiro, onde realizou transações com figuras notórias do crime, como Bruno De Lemo Garcia, suspeito de lavagem de dinheiro, e Thiago Oliveira, procurado por homicídio.
Eduardo mantinha contato com Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como "Da Roça" ou "Zeus Muzema", líder do CV na Comunidade da Muzema, em Jacarepaguá. A facção destinava parte dos lucros do tráfico para a "caixinha", um fundo essencial para a compra de armas pesadas e expansão territorial contra milicianos.
Outros fornecedores incluíam o ex-pastor Josias Bezerra Menezes, apelidado de "Oclinho" ou "Pastor", e Sidney Emerson da Silva, o "Paulista da 50", ambos com envolvimento no transporte de armas para o Rio. Ricardo Francis Gonçalves Bueno, dono de uma loja de armas, também recebia pagamentos do traficante "Da Roça" e tinha ligações com "Oclinho".
A investigação ainda desmascarou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Adriano César Camargo, que transferiu valores significativos para a esposa de "Oclinho", e Jhonnatha Schimitd Yanowich, junto com seu funcionário Brunno Nogueira Alcaíde, que movimentavam somas incompatíveis com suas rendas, utilizando Brunno como "laranja" para a compra e revenda de imóveis de luxo.
Agentes públicos, incluindo ex-policiais e guardas civis municipais, estavam envolvidos no esquema. Carlos Alexandre dos Santos, ex-policial militar, coordenava homicídios e roubos, enquanto Nivaldo Carlos Gallo Júnior, também ex-policial, participava de roubos de armas e planejava assassinatos. Denis Davi de Lima, GCM e genro de uma vítima de roubo de armas, atuava na vigilância de alvos e vendia informações confidenciais.
A rede criminosa, que abrange tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro, homicídios e roubo de armamentos de alto calibre, demonstra uma estrutura hierárquica e financeira sofisticada, representando uma grave ameaça à segurança pública. As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar o caso.

Irmãos de 9 e 4 anos são encontrados em situação de abandono em Goiás; veja vídeo
A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
Esposa revela que homem morto a tiros na frente da filha devia agiota; assista
Esiel Cavalcanti, de 38 anos, estava acompanhado da filha pequena quando foi baleado; esposa acredita que dívida pode estar por trás do crime











