Empresário é acusado de virar “delegado fake” para roubar empresa
Homem também é acusado de praticar estelionato em arrecadações para enchentes do Rio Grande do Sul

Um empresário de 26 anos, dono de empresas de tecnologia em Goiás, é investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por suspeita de falsificar um ofício e utilizar a identidade de um delegado para tentar obter dados sigilosos e bloquear valores de uma empresa do setor financeiro. A ação deflagrada na manhã desta terça-feira (9), que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia.
Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, o documento fraudulento reproduzia o brasão, a identidade visual e a assinatura de um delegado da especializada, e foi enviado como se fosse uma ordem policial legítima. A intenção, de acordo com a investigação, era induzir funcionários ao erro e obter vantagens ilícitas.
A apuração começou após um escritório de advocacia procurar a Polícia Civil para confirmar a autenticidade do documento. A análise técnica identificou que a numeração do ofício não existia nos sistemas oficiais. A partir da investigação digital, os policiais rastrearam metadados e fluxos telemáticos, chegando ao suspeito, que teria usado técnicas de anonimização para ocultar sua identidade. A polícia suspeita que o empresário vive uma vida de viagens caras e ostentação com dinheiro de golpes.
Durante a operação, surgiram indícios de que o empresário também estaria ligado a fraudes praticadas durante as enchentes de 2024 no RS, quando falsas campanhas de arrecadação foram usadas para desviar dinheiro.
Diálogos obtidos com autorização judicial mostram que os pagamentos administrado por ele pode ter intermediado valores de origem ilícita. Além disso, ele teria tido acesso a um documento autêntico da Força-Tarefa Cyber, usado como modelo para produzir o ofício falsificado.

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