Empresário dá golpe de meio milhão em sócio e diz que foi vingança
O acusado foi preso em Senador Canedo, nessa terça-feira (7), mas era investigado desde de setembro de 2022, quando fechou a empresa de fretes e foi denunciado pelo sócio

Empresário de 41 anos, nome não divulgado, abriu uma empresa de frete em sociedade com um amigo, em Senador Canedo, Região Metropolitana da Capital, e aplicou golpe de R$ 500 mil. O acusado chegou a confessar o crime ao sócio e disse que causou o prejuízo por vingança.
O crime é investigado desde setembro de 2022 e o acusado preso nessa terça-feira (7).
De acordo com a ocorrência, o acusado e o amigo abriram a empresa no início de 2022 e a sociedade entre os dois foi firmada porque o investigado já tinha experiência no ramo. Conforme divulgado pela polícia, a vítima criou a empresa e entrou com capital financeiro, enquanto o suspeito entrou com a parte de logística e captação de clientes.
A vítima tinha que adiantar o pagamento para os motoristas e proprietários de caminhões que fariam o serviço de 80% dos fretes que o suspeito conseguia para a empresa. Os fretes custavam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, conforme o investigador.
Para aplicar o golpe, o empresário simulava um contrato de frete, falsificava o documento, encaminhava para a vítima e dizia para ela antecipar o pagamento ao freteiro para que ele fizesse o serviço. A investigação mostrou que vítima pagava, mas o suspeito pegava todo o dinheiro para si. Além disso, a suposta empresa contratante nem sabia de tais contratos.
“A vítima depositava pra terceiros, como se fossem os motoristas, na hora que caía na conta, eles repassavam para o investigado. Chegou um momento que entrada e saída de dinheiro não batiam. Foram entre 5 e 6 meses não batendo”, explicou o delegado Moacir Tomaz.
O caso foi denunciado à polícia em setembro de 2022, após o fim da sociedade entre a vítima e o suspeito. No entanto, antes de fazer a denúncia, o homem contou que questionou o investigado várias vezes sobre a diferença entre a entrada e saída do dinheiro e que ele usava da amizade entre os dois para fazer pressão psicológica.
“A vítima falou que, como eles se conheciam há muito tempo, quando ele falava que o dinheiro não estava batendo, ele sempre falava que era errado algo no sistema, ou que o sistema tinha atualizado, e fazia aquela pressão psicológica para que a vítima protelasse o máximo possível e não tivesse mais jeito de identificar o crime”, pontuou.
Após todo o crime ser descoberto, o acusado confessou tudo ao amigo e disse que desviou esses valores porque tinha pedido dinheiro emprestado para ela e ela não emprestou e decidiu se vingar.
O delegado completou que a polícia ainda não identificou o que o suspeito fez com o dinheiro desviado e não encontrou bens ou recursos financeiros no nome dele. Falta apurar também qual foi a participação das pessoas que “emprestaram” as contas bancárias para a transferência dos pagamentos.

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