Empresária e mais seis comparsas são presos por oferecer dinheiro "fácil" em troca de curtidas
Operação aconteceu nessa quarta-feira (19), em Goiânia e outras 5 cidades. O esquema de fraude eletrônica ficou conhecido como "golpe das missões"

Em uma operação coordenada, a Polícia Civil prendeu sete pessoas nessa quarta-feira (19) sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraude eletrônica conhecido como "golpe das missões". As prisões e mandados de busca foram cumpridos em diversas cidades, incluindo Rio Branco (AC), Tarauacá (AC), São João de Meriti (RJ), Belford Roxo (RJ), São Paulo (SP) e Goiânia (GO).
O golpe, que prometia dinheiro fácil em troca de tarefas online simples como curtir posts e avaliar estabelecimentos, causou um prejuízo estimado em R$ 93 milhões, de acordo com as investigações. As vítimas eram atraídas com a promessa de ganhos rápidos, mas acabavam induzidas a investir quantias crescentes no esquema, sofrendo perdas significativas.
A investigação teve início após a denúncia de uma vítima em Goiânia que perdeu R$ 109,3 mil. A partir dessa denúncia, a polícia identificou mais de 700 vítimas em todo o país, revelando a extensão do golpe.
As apurações revelaram que 83% do montante movimentado pelo grupo era direcionado para uma empresa de fachada em Goiânia, utilizada para lavar o dinheiro e dificultar o rastreamento dos recursos. A proprietária da empresa já havia sido presa pela Polícia Federal por envolvimento em esquemas semelhantes, incluindo operações internacionais de lavagem de dinheiro na Rússia.
Durante o cumprimento dos mandados, foram encontrados mais de 70 contratos de compra e venda de criptomoedas com russos na residência da proprietária.
As sete pessoas presas são suspeitas de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A polícia continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar completamente a estrutura do golpe.

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