Empresa de transporte falsifica documentos e "esconde" origem dos ônibus para atuar em Goiás
Fraude começou a ser desvendada após uma denúncia formal da Agência Goiana de Regulação (AGR). Polícia Civil deflagrou a Operação Rota Paralela nessa segunda-feira (12)

Investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), batizada de Operação Rota Paralela, revelou um audacioso esquema de falsificação e uso de documentos públicos por uma empresa de transporte coletivo que opera no estado. A ação, deflagrada nessa segunda-feira (12) e coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), expôs a apresentação de Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs) adulterados pela empresa, com informações que não correspondiam aos registros oficiais de trânsito.
A engrenagem da fraude começou a ser desvendada após uma denúncia formal da Agência Goiana de Regulação (AGR). A agência reguladora identificou inconsistências significativas durante a análise de processos de autorização para a operação de linhas de transporte coletivo intermunicipais.
As suspeitas levantadas pela AGR deram o pontapé inicial para a minuciosa investigação conduzida pela Dercap.
As apurações da Polícia Civil indicam que a empresa de transporte utilizava os documentos falsificados desde o ano de 2022. A estratégia, segundo os investigadores, consistia em ocultar a real procedência dos veículos e simular registros em Goiás, burlando as exigências legais para a obtenção das licenças de operação. Essa prática fraudulenta permitia que a empresa atuasse de forma irregular no sistema de transporte coletivo do estado.
A Operação Rota Paralela cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos indivíduos suspeitos de envolvimento no esquema. Durante as diligências, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como computadores e dispositivos de armazenamento, além de uma vasta quantidade de documentos que agora passarão por análise detalhada pela equipe de investigação.
O objetivo é aprofundar a compreensão da dinâmica da fraude e identificar todos os envolvidos.
Os investigados poderão ser responsabilizados criminalmente por diversos delitos, incluindo falsificação de documento público, uso de documento falso e fraude em processo administrativo. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de novas responsabilizações surgirem conforme o avanço das investigações e a análise do material apreendido.

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