Dupla identidade atrasa liberação do corpo de jornalista morto em Goiânia
O jornalista foi morto na noite de sexta-feira (24), dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia.

A expectativa da Polícia Científica é de que a liberação ocorra nesta segunda-feira (27).
O corpo do jornalista Delson Carlos permanecia no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia mais de 90 horas após o assassinato, em razão de divergências na documentação de identificação da vítima. A expectativa da Polícia Científica é de que a liberação ocorra nesta segunda-feira (27).
Segundo o IML, Delson possuía dois registros de identidade: um emitido no Maranhão e outro em Goiás. Os documentos apresentam divergências nos sobrenomes, o que impossibilitou a confirmação oficial da identidade e, consequentemente, atrasou a liberação do corpo para os familiares.
O jornalista foi morto na noite de sexta-feira (24), dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. A principal suspeita do crime é Renata de Almeida Pedreira, proprietária do imóvel, presa em flagrante logo após o homicídio.
As investigações serão conduzidas pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que deverá ouvir cerca de dez testemunhas para esclarecer a dinâmica e a motivação do assassinato.
Investigação
Entre as pessoas que prestarão depoimento estão o porteiro e o síndico do edifício, o companheiro da vítima e a companheira da investigada, que também ficou ferida durante o episódio. Segundo a Polícia Civil, o inquérito será instaurado nos próximos dias para reunir os depoimentos e demais provas do caso.
Após ser presa, Renata foi interrogada, mas optou por permanecer em silêncio. Durante a audiência de custódia realizada no sábado (25), ela respondeu aos questionamentos da Justiça e afirmou não ser usuária de drogas ilícitas, consumir apenas bebidas alcoólicas socialmente e não possuir doenças graves ou transtornos mentais.
A juíza Maria Umbelina Zorzetti converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Na decisão, considerou que a manutenção da prisão também busca preservar a principal testemunha do caso: a companheira da investigada, que presenciou os fatos, sofreu ferimentos nos braços e já recebeu alta médica.
Noite do crime
Conforme as investigações, Delson Carlos, Renata e a companheira dela participavam de uma confraternização quando houve uma discussão. A suspeita teria pegado uma faca e atingido o jornalista, que morreu antes da chegada do socorro.
Após o crime, Renata se trancou no apartamento e resistiu à prisão por mais de três horas. A Polícia Militar mobilizou equipes especializadas para negociar a rendição. Diante da recusa, foi necessário utilizar um explosivo para arrombar a porta do imóvel. Em seguida, a suspeita foi imobilizada com uma arma de choque e presa.
Delson Carlos tinha 46 anos, atuava no jornalismo há cerca de 25 anos e mantinha uma coluna em um jornal de Aparecida de Goiânia. Vizinhos lamentaram a morte e o descreveram como uma pessoa tranquila e querida na comunidade.
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