Polícia Civil colocou as mãos em duas das principais cabeças de uma quadrilha especializada em roubos milionários e ataques a caixas eletrônicos. Os agentes chegaram onde parecia improvável: um quarto de motel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Eduardo Lima Franco, o “Dudu”, apontado como cérebro dos crimes, e a mulher conhecida como Sandy, descrita como a operadora financeira do grupo, foram presos na manhã desta sexta-feira (27), após dias de monitoramento e trabalho de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Segundo os investigadores, não se tratava de ladrões improvisados. Dudu era quem planejava cada detalhe: escolhia mansões como alvo, articulava deslocamentos entre estados e definia quanto cada integrante ficaria com o dinheiro roubado. Sandy, por sua vez, cuidava da parte menos visível — mas igualmente essencial — do esquema: a lavagem do dinheiro.
De acordo com a polícia, o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões ao longo de cinco anos. Um negócio criminoso de grande porte, com método, hierarquia e divisão clara de tarefas.
A dupla já vinha sendo caçada desde o início da semana. No último dia 25, a quadrilha foi alvo de uma megaoperação que cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Na ocasião, Dudu e Sandy conseguiram escapar e passaram à condição de foragidos.
A caçada terminou agora, após agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais cruzarem dados, seguirem pistas e chegarem ao endereço onde o casal tentava se esconder, em São Gonçalo.
Para a polícia, a prisão das duas lideranças representa um golpe direto no coração da quadrilha. Sem o estrategista e sem quem fazia o dinheiro “sumir” no sistema financeiro, o grupo perde fôlego — ao menos por agora.
As investigações continuam para localizar outros envolvidos e rastrear o destino dos valores obtidos nos crimes. Enquanto isso, as imagens da prisão circulam nas redes, mostrando o fim de uma fuga que, desta vez, não terminou em mansões nem em cofres estourados, mas atrás da porta de um motel.