Donos de cabaré exploravam prostitutas e tratavam garotas com remédio veterinário
O casal proprietário do cabaré foi preso, em São João D"Aliança. A mãe da acusada também é investigada por ter agredido uma prostituta com garrafa de vidro.

Um homem, 25 anos, e uma mulher, 23, proprietários de um prostíbulo em São João D'Aliança (356 km da Capital), foram presos, no último sábado (27), acusados de explorar seis mulheres que prestavam serviços sexuais no estabelecimento. A casa ficava com 50% de cada programa realizado pelas “garotas”.
A mãe da acusada, envolvida no crime, também é investigada por lesão corporal por ter agredido uma prostituta com garrafa de vidro.
Durante abordagem no prostíbulo, policiais civis encontraram seis mulheres que “prestavam serviço” no cabaré. Apesar de não ter sido flagrado, há a suspeita de que duas adolescentes, 14 e 16 anos, também estariam se prostituindo no local.
Um cartaz com regras chamou atenção dos policiais. O comunicado dizia: “folgas às segundas; multa de R$ 150 em caso de brigas entre garotas de programa; respeitar a proprietária".
Caderno de anotações referente a valores dos programas sexuais, “outras taxas”, além de bebidas e alimentos vendidos no local foi apreendido.
Foi flagrado no estabelecimento um “antibiótico veterinário”, que estaria sendo usado para as garotas tratarem infecções genitais decorrentes dos programas.
O casal foi detido, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, ouvido pelo delegado e autuados por “rufianismo”, ou seja, tirar proveito financeiro da prostituição alheia e por favorecimento à exploração sexual. O estabelecimento foi fechado.
Segundo a delegada, Bárbara Buttini, responsável pelo processo, nenhuma das mulheres encontradas no estabelecimento é do município. Todas foram “importadas” de Brasília e Goiânia.
As mulheres relataram que as famílias não sabem que elas são prostitutas e algumas resistiram a prestar depoimento para não serem expostas. Com o fechamento do cabaré, as garotas voltaram para suas casas em suas respectivas cidades.
Na unidade policial, o “administrador” do prostíbulo confessou o crime, mas a mulher negou envolvimento.
Caso segue em investigação.

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