Dono de garagem de carros acusado de dar golpe em 80 clientes é preso
O empresário estava foragido desde o último dia 4, quando alguns clientes foram à garagem Will Seminovos cobrar os valores referente à venda de seus veículos

Proprietário da garagem de veículos Will Seminovos, nome não divulgado, acusado de vender carros, fechar duas lojas e “sumir com R$ 1 milhão” que seria devido aos clientes, em Aparecida de Goiânia (região metropolitana da Capital), foi preso nessa segunda-feira (18).
O acusado era considerado foragido desde o último dia 4, quando clientes começaram a se juntar nas lojas para cobrar o dinheiro.
Algumas vítimas contaram que quando chegaram à garagem os funcionários queriam fechar e levar os computadores. Foi preciso chamar a polícia militar para impedir a ação e verificar o que estava acontecendo. Em seguida, as vítimas foram para a delegacia registrar ocorrência.
A delegada Bruna Coelho, responsável pela investigação do caso, contou que mais de 80 pessoas, até o momento, registraram denúncia contra o empresário, que foi autuado por crime de estelionato, e o prejuízo às vítimas pode chegar a R$ 3 milhões.
"Os clientes entregavam os carros em consignação, eles eram vendidos, mas o dono não pagava ou pagava parte do valor devido. Teve um cliente que deixou 14 veículos de uma vez, outro deixou três", comentou Bruna Coelho.
Em depoimento, segundo a delegada, o acusado relatou que passa por problemas financeiros, confessou que vendia os carros dos clientes e não repassava os valores às vítimas. O acusado tentou explicar que trabalhava numa espécie de “tapa buraco”, ou seja, pegava dinheiro de um veículo vendido e pagava dívida de outro mais atrasado e que já estava cobrando.
Ainda relatou que financiava carros para terceiros sem autorização dos proprietários e foi levando assim, até que virou “bola de neve” e a situação “explodiu”.
A delegada destaca que o empresário se beneficiou de “vantagem ilícita” por enganar os clientes, exemplificou que a partir do momento que ele pegou carros para vender, não repassou o dinheiro para os proprietários e ainda entregou a terceiros caracteriza dolo de estelionato.
O acusado segue preso e o caso em investigação.
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Outro lado
A defesa do empresário informou que “pediu a revogação da prisão sob argumento de o cliente ser réu primário, tem bons antecedentes, endereço fixo e é trabalhador”. Acrescentou ainda que assumiu a responsabilidade e quer quitar as dívidas. Ressaltou que a prisão pode prejudicar o estado de saúde do empresário, que está em tratamento médico após sofrer um “surto psicológico”.

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