Dono de clínica de estética é alvo da Polícia Civil e investigado por exercício ilegal da medicina
Durante as investigações, foi verificado que o biomédico estaria realizando um procedimento médico, chamado escleroterapia (aplicação de medicamento nas varizes), de forma ilegal.

Denúncia do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) levou a Polícia Civil a investigar um biomédico, nome não divulgado, que é dono de uma clínica de estética no Setor Eldorado, em Goiânia. Conforme a denúncia, o profissional estaria se passando por médico em suas redes sociais, o que caracterizaria o exercício ilegal da medicina.
Durante as investigações, foi verificado que o biomédico estaria realizando um procedimento médico, chamado escleroterapia (aplicação de medicamento nas varizes), de forma ilegal. Ele foi conduzido à delegacia na tarde da última quarta-feira (9), onde foi ouvido, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.
No depoimento, o acusado alegou ser formado em biomedicina e ter finalizado o curso de medicina no Paraguai, mas não possui autorização para atuar no Brasil. Conforme o Cremego, profissionais formados no exterior que queiram trabalhar no País precisam passar em uma prova aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Segundo o conselho, um parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicado em 2015, aponta que o procedimento só pode ser indicado e feito por médicos licenciados, já que é um tratamento que pode oferecer risco aos pacientes.
Já o Conselho Regional de Biomedicina 3ª Região (CRBM-3) informou que existe um tratamento estético injetável em microvasos que pode ser realizado por biomédicos e está regulamentado e autorizado pelo Conselho Federal de Biomedicina (CFBM).
Documentos apresentados pelo investigado devem passar por perícia para atestar a veracidade. A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda parecer do Cremego para identificar se a atividade exercida foi, de fato, irregular. A clínica não foi interditada e o biomédico continua atendendo no local.












