DNA confirma que ossada no quintal de Redimar é de Thaís Lara
A confirmação da identidade da ossada foi divulgada pela Polícia Civil durante a noite de quinta-feira (19). Com a materialidade do crime, o assassino para responder pelos homicídios de Luana e Thaís

O resultado do laudo pericial de DNA da ossada encontrada no quintal da casa de Reidimar Silva, 31 anos, assassino confesso da menina Luana Marcelo e suspeito da morte de outra menor desaparecida desde de 2019, no Setor Madre Germana 2, saiu nessa quinta-feira (19) e comprovou que a vítima é Thaís Lara, que tinha 13 anos à época do desaparecimento.
Reidimar está preso desde 29 de novembro de 2022, quando confessou ter matado Luana Marcelo, 12 anos, estuprado a vítima morta e concretado o corpo no quintal de casa. Crime que chocou todo Goiás.
O acusado confessou ter matado Thaís Lara na terça-feira (10). Ele relatou que jogou o corpo numa fossa e por cima, para ocultar o cadáver, cobriu com entulhos e areia. Durante as escavações no quintal da casa onde morava à época, o acusado "guiou" os agentes até o encontro dos restos mortais.
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Confissão
Reidimar teria pedido uma bíblia para a polícia e, com o livro na mão, confessou ter matado Thaís, que à época morava na mesma rua dele. O acusado disse que não estuprou a adolescente e matou por enforcamento. Em seguida, jogou na fossa e cobriu.
Entenda o caso
De acordo com a ocorrência, em 28 de agosto, a adolescente já havia retornado da escola e durante à tarde a tia a chamou para buscar a prima em um ponto de ônibus próximo à casa delas.
Thaís então decidiu andar pela feira que tinha próximo ao ponto de ônibus. Em determinado momento, a menina fez um sinal para que a tia esperasse que já voltaria. No entanto, a menor nunca mais foi vista.
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A polícia deu início à apuração do caso, mas as buscas ficaram sem avanço por cerca de três anos e estava parado até Luana ser morta, o que apontou um novo caminho para solucionar o fato.
“Nós reabrimos o caso e vamos dar sequência na investigação porque à época do fato todas as diligências possíveis foram realizadas, mas a vítima não foi localizada. E agora, com esse caso da Luana, cujo modus operandi é bem parecido, voltamos a investigar. Ela morava inclusive no mesmo setor que o investigado, rua próxima, então possivelmente existem chances de ele ser a mesma pessoa que esteja relacionada ao desaparecimento dela”, explicou a delegada Ana Paula.
Na manhã de quarta-feira (11), agentes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil Técnica-Científica (PTC), guiados por Reidimar, deram início aos trabalhos de escavação no endereço e encontraram o corpo.
Os restos mortais foram analisados, preliminarmente, pelos peritos no local e, em seguida, encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por exames cadavéricos e de DNA.
Após todos os trabalhos técnicos, o corpo será liberado para que a família possa realizar os procedimentos fúnebres e sepultar a adolescente.
Reidimar, que tem passagem por estupro, está preso desde 29 de novembro de 2022 pelo homicídio de Luana. À época, o acusado negou ter matado Thaís. Agora, após a confissão e com a confirmação da identidade do corpo, ele vai responder por mais essa morte.













