DNA confirma que corpo encontrado em matagal é de Douglas José , acusado de matar a esposa Fábia Cristina
A advogada da família da mulher, Rosemere Oliveira, detalhou que fez a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), na noite dessa sexta-feira (10)

O corpo encontrado pela Polícia Civil em um matagal foi identificado como Douglas José de Jesus, que desapareceu junto com a esposa, a pedagoga Fábia Cristina Santos. A advogada da família da mulher, Rosemere Oliveira, confirmou que a identidade foi confirmada por meio do DNA dos filhos do casal.
Rosemere detalhou que fez a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), na noite dessa sexta-feira (10). A advogada afirmou que Douglas tirou a própria vida. O enterro está previsto para este sábado (11).
O corpo de Douglas foi encontrado em estado de decomposição próximo ao local onde o corpo de Fábia foi encontrado em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Douglas era investigado por matar e ocultar o corpo da esposa, e era réu por matar duas pessoas em Quirinópolis, em 1996.
O casal morava em Goianira e desapareceu no dia 9 de março, após informarem à família que iriam para a missa de 7º dia do pai da mulher, em Quirinópolis. A viagem deveria durar cerca de 3h30, mas o casal nunca mais foi visto com vida.
O corpo de Fábia foi encontrado em estado avançado de decomposição, no dia 22 de abril, dentro do carro do casal, em uma fazenda em Trindade. A principal suspeita da polícia é que Douglas tenha matado a esposa, ocultado o cadáver dela e fugido. Isso porque, existem evidências de que ela era vítima de violência doméstica.
No dia 2 de maio, a Polícia Civil cumpriu 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Quirinópolis, Paranaiguara, Presidente Prudente (SP) e Cuiabá (MT) relacionados à investigação do feminicídio de Fábia. Um homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em Goiás por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento dos mandados.
Segundo a investigação, Douglas usava o nome falso de Wander José da Silva há quase 30 anos. A delegada responsável pela investigação, Carla de Bem, explicou como o homem conseguiu forjar a documentação para trocar de identidade e fugir da polícia desde 1996. O nome era de um irmão mais novo de Douglas.
“Os dois documentos [de identidade] são materialmente verdadeiros, porque o primeiro ele tirou quando criança, sem coleta de impressões papilares, só com a foto e a assinatura dele ainda bem infantil, e o segundo ele volta e faz um novo documento ‘quente’. Ele colhe impressões papilares dele no nome de Wander”, explicou a delegada.
Conforme a delegada, o homem chegou a ser levado para a Central de Flagrantes em 2016, mas foi liberado porque as impressões digitais não batiam com o nome Wander, já que ele tinha feito o registro no documento.

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