Denunciados por morte de prefeito serão julgados nesta quinta
O crime, de acordo com a denúncia do promotor de Justiça Jesi de Moura, ocorreu em 25 de agosto de 1999, em Monte Alegre de Goiás

Quatro denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) pela morte do então prefeito de Monte Alegre de Goiás (a 571 km de Goiânia), José da Silva Almeida, mais conhecido como Zé da Covanca, serão julgados nesta quinta-feira (21) pela 4ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia. O crime ocorreu no ano de 1999.
Serão ouvidos Antônio Pereira Damasceno, conhecido por Toinho; José Roberto Pinheiro Macedo, o Zé de Filó; Floriano Barbo Rodrigues Neto e Luiz Carlos Medeiros, o Galego. A sessão será realizada no auditório do Fórum Cível de Goiânia, no Jardim Goiás. O MPGO será representado pelo promotor de Justiça Paulo Brondi.
Todos os réus respondem pelos crimes previstos no artigo 121 (homicídio), parágrafo 2º, incisos I (crime cometido mediante paga ou promessa de recompensa) e IV (praticado à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima). Houve o desaforamento (mudança de foro) do julgamento, em 2016, por suspeita de quebra de imparcialidade do corpo de jurados.
Crime ocorreu em 1999 e teria motivação política
O crime, de acordo com a denúncia do promotor de Justiça Jesi de Moura, ocorreu em 25 de agosto de 1999, em Monte Alegre de Goiás. Antônio Pereira Damasceno, então vice-prefeito do município, foi denunciado como mandante do crime. Ele estaria rompido politicamente com a vítima e, com a sua morte, tinha a perspectiva de assumir a chefia do Poder Executivo.
Conforme a denúncia, José Roberto Pinheiro Macedo, que fora servidor público na administração de José de Almeida, havia sido demitido do cargo e associou-se a Antônio Pereira Damasceno. De acordo com o MPGO, ele foi o responsável por agenciar a contratação e o transporte dos pistoleiros para a cidade.
Floriano Barbo Rodrigues Neto, que também havia sido demitido do cargo que ocupava meses antes do crime, era policial civil na cidade e auxiliou na empreitada, emprestando seu veículo para que José Roberto levasse mantimentos aos pistoleiros. Ele, mesmo sabendo que o crime ocorreria, permaneceu em silêncio, descumprindo, de acordo com a denúncia, seu dever como agente de segurança pública.
Luiz Carlos Medeiros, que, na época, era conhecido assaltante e sequestrador – ele participou do sequestro de Wellington Camargo, irmão dos cantores sertanejos Zezé di Camargo e Luciano – foi um dos três pistoleiros contratados para cometer o homicídio. De acordo com a denúncia, foi prometido pagamento para executar o crime, bem como informações sobre transporte de dinheiro para as prefeituras da região.

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