Dentista, e professor universitário, é investigado por abuso de adolescentes em clínicas
Segundo a Polícia Civil, Diego César Marques teria usado a posição de dentista e professor para se aproximar das vítimas, atrapalhar as investigações

A Polícia Civil prendeu nesta semana, em Iporá, no oeste de Goiás, o dentista e professor universitário Diego César Marques.
A Polícia Civil prendeu nesta semana, em Iporá, no oeste de Goiás, o dentista e professor universitário Diego César Marques, investigado por crimes sexuais contra adolescentes. De acordo com as investigações, ele teria usado a influência profissional para se aproximar das vítimas e tentar interferir no andamento do caso.
A prisão aconteceu na clínica onde trabalhava. Diego, natural de Amarinópolis, também atuava como professor universitário em uma instituição da cidade. Segundo a Polícia Civil, ele já vinha sendo investigado após denúncias envolvendo adolescentes.
O primeiro caso veio à tona em fevereiro deste ano, quando uma jovem de 16 anos denunciou ter sido abusada dentro da clínica odontológica onde o dentista realizava atendimentos. A partir do relato, os investigadores começaram a apurar a conduta do profissional.
Meses depois, em abril, uma segunda denúncia foi registrada. Desta vez, uma adolescente de 17 anos afirmou ter sido vítima de abuso na clínica da universidade onde Diego dava aulas.
Com os dois relatos, a Polícia Civil aprofundou as investigações e passou a analisar o comportamento do suspeito. Segundo o delegado responsável pelo caso, Diego César Marques já havia respondido por dois episódios de assédio sexual em 2023.
Na época, conforme a polícia, ele firmou acordos penais relacionados aos casos anteriores. Agora, os investigadores tentam descobrir se houve um padrão de atuação envolvendo pacientes e estudantes.
A Polícia Civil também apura a suspeita de que medicamentos sedativos teriam sido usados durante os atendimentos para facilitar os abusos denunciados pelas adolescentes. Outra linha de investigação tenta esclarecer se o dentista utilizava a influência como professor e profissional da saúde para intimidar vítimas ou atrapalhar o andamento das apurações.
Após a repercussão do caso, a universidade onde ele trabalhava informou à polícia que Diego foi desligado da instituição. Ele permanece preso em Iporá enquanto as investigações continuam.
Outro lado
A defesa de Diego César Marques afirmou que o caso trata de uma investigação de suposta importunação sexual e disse que irá se manifestar apenas em juízo. Em nota, os advogados declararam que “a inocência do dentista será provada no decorrer do processo”.
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