De declarações a crime brutal: Como uma amizade de 10 anos terminou em tragédia sangrenta
Revelação lança novos contornos sobre o crime que abalou a comunicação em Goiás

A investigação sobre a morte do jornalista e colunista social Delson Carlos, de 46 anos, ganhou desdobramentos que ajudam a entender a proximidade entre a vítima e a principal suspeita do crime. A cirurgiã-dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos — presa após esfaquear o comunicador dentro de um apartamento no Setor Bueno —, era amiga de longa data do profissional.
A revelação foi feita pelo companheiro de Delson, Warley Oliveira, que deu detalhes sobre o laço que unia os dois. Segundo ele, a relação de confiança já durava mais de uma década e envolvia também o trabalho cotidiano do jornalista. "Eles eram amigos há mais de 10 anos e ele sempre foi o assessor de imprensa dela", relatou.
Além da parceria profissional, a convivência era constante: Delson alugava da própria dentista o apartamento onde o crime aconteceu. No entanto, a ligação de anos acabou destruída de forma trágica na noite de sexta-feira (24). O que era para ser uma reunião entre conhecidos para consumir bebidas alcoólicas terminou em uma discussão violenta, terminando com o jornalista esfaqueado no peito.
Após o ataque, a dentista se trancou no imóvel em surto psicótico e precisou ser contida por uma ação tática do Bope. A prisão em flagrante de Renata já foi convertida em preventiva pela Justiça, enquanto familiares, colegas e amigos tentam processar como uma amizade de mais de dez anos pôde desmoronar e terminar em um desfecho fatal.
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