Criminosos são investigados por movimentar R$ 240 milhões com empresas de fachada
Os investigados podem responder pelos delitos de associação criminosa, falsidade documental, usura pecuniária e lavagem de dinheiro.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor, realizou, nesta terça-feira (13), a Operação Pix Agiota, dando cumprimento a quatro mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão, nas cidades de Goiânia e Porto Alegre (RS). A investigação, que durou um ano, apurou um esquema que movimentou R$ 240 milhões por meio de oito empresas de fachada.
Os investigados utilizavam empresas de fachada, com endereços frios, em nome de laranjas, todas relacionadas a cursos preparatórios para concursos. Os Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) ficavam ativos durante poucos meses, unicamente com o escopo de movimentar altos valores, sendo uma cifra aproximada de R$ 2,5 milhões ao mês, por CNPJ. Chamou a atenção o fato de uma das empresas ter faturado mais de R$ 180 mil em um único dia.
Os investigados criavam as empresas para facilitar a compra de maquininhas de cartão, as quais seriam distribuídas para terceiros e utilizadas na prática de “agiotagem eletrônica”, isto é, a realização de empréstimos no cartão de crédito com taxas abusivas, uma prática que, embora comum, configura crime contra a economia popular.
O inquérito policial continua com a oitiva dos envolvidos e análise das apreensões. Ao final, os investigados podem responder pelos delitos de associação criminosa, falsidade documental, usura pecuniária e lavagem de dinheiro.

Irmãos de 9 e 4 anos são encontrados em situação de abandono em Goiás; veja vídeo
A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
Esposa revela que homem morto a tiros na frente da filha devia agiota; assista
Esiel Cavalcanti, de 38 anos, estava acompanhado da filha pequena quando foi baleado; esposa acredita que dívida pode estar por trás do crime










