Coveiros do Jardim das Palmeiras planejam e mandam matar colega
Polícia Civil descobriu como e por que um coveiro foi assassinado em um sábado, dia 17 de fevereiro de 2009

Na manhã desta terça-feira (17) policiais da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) prenderam cinco coveiros que trabalham ou trabalhavam no Jardim das Palmeiras, cemitério mais caro de Goiânia.
O grupo foi alvo de uma mega investigação com duração de 12 anos para provar a relação com o assassinato de José Rodrigues Frois Neto e os suspeitos. Na Operação apelidada de “Sarcófago”, um tipo de urna funerária de pedra para o morto ser mumificado, a Polícia Civil descobriu que o grupo simulou um latrocínio - roubo seguido de morte - já que o carro da vítima foi levado pelos assassinos.
O delegado do caso, Rhaniel Almeida, disse ao G5 News que dois dos presos foram os responsáveis pela execução da vítima. E que a presidente da Associação dos Jardineiros do Cemitério Jardim das Palmeiras teria sido a mandante.
À época, a vítima trabalhava no cemitério Jardim das Palmeiras e, segundo o delegado, teria usado o nome dos suspeitos para financiar uma motocicleta e fazer empréstimos. Essa teria sido a motivação, mas a Polícia Civil investiga esta hipótese.
Além de coveiros, jardineiros também se juntaram para planejar e matar José Rodrigues. O crime ocorreu às 20h do dia 17 de fevereiro de 2009, no Setor Balneário Meia Ponte. Os suspeitos foram presos depois que a Justiça expediu mandado de prisão temporária.
Com isso, eles estão distribuídos em celas da Delegacia de Capturas. Tanto vítima quanto os suspeitos trabalhavam no Jardim das Palmeiras, o cemitério mais caro de Goiás. Ali, estão enterradas personalidades políticas, empresariais, artísticas e do futebol. Alguns deles: Leandro, da dupla com Leonardo, que faleceu de câncer em 1998; Cristiano Araújo, que morreu em um acidente de carro em 2015; e o ex-jogador Fernandão, vítima de acidente aéreo.













