Coronel da PM confessa ter executado empresário e deixa delegacia pela porta de frente
O militar se apresentou à polícia na noite do dia do crime, apesar de não ter passado as 24 horas do homicídio, a polícia entendeu que já tinha passado o flagrante e liberou o acusado

O empresário executado a tiros por volta das 11h desse sábado (16), na porta do escritório no cruzamento das Avenidas Piracanjuba com a Rudá, na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia, (região metropolitana da Capital), foi identificado como o engenheiro Erceli Miguel Pinto, 49.
O acusado foi assassinado pelo coronel reformado da Polícia Militar, Clovis de Sousa Silva, que já se apresentou à Delegacia de Polícia Civil, confessou o crime e apontou a motivação pelo fato de “desavenças” com a vítima.
O militar se apresentou na unidade policial ainda na noite do crime acompanhado de sua advogada, quando prestou depoimento, confessou o crime, mas foi liberado, já que os investigadores consideraram que o tempo para realizar a prisão em flagrante já havia passado.
Em depoimento, o coronel relatou ter desavença com o engenheiro, que os dois discutiram em frente ao escritório de Erceli e que durante a “briga” atirou.
A bala atravessou o pescoço da vítima, que morreu na hora.
O atirador disse ainda que decidiu se apresentar na polícia após descobrir que o desafeto havia morrido.
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No entanto, não foi divulgado o motivo da desavença entre o coronel e o engenheiro. O delegado Eduardo Rodovalho, responsável pelo caso, informou que não falará até que a investigação avance, para que não haja prejuízo ao levantamento dos elementos informativos necessários ao esclarecimento dos fatos.
A morte de Erceli Miguel é investigada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil de Goiás em Aparecida. Eduardo Rodovalho foi até o local do crime, que passou por perícia da Polícia Científica. Imagens das câmeras de monitoramento da região são analisadas para que a polícia entenda as circunstâncias do homicídio.

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