Conselheiro tutelar dá tiros na porta do trabalho da ex e manda foto de filha com pistola na mão
A mãe da criança tem dois filhos com o conselheiro tutelar e se separou por após casos de violência doméstica provocados pelo ex-marido

Um conselheiro tutelar, nome não divulgado, é procurado pela polícia, em Jandaia (120 km da Capital), após enviar à ex-mulher uma foto da filha do casal, de apenas 4 anos, segurando uma arma e ainda, na última sexta-feira (12), ir à distribuidora onde a vítima trabalha e fazer vários disparos de arma de fogo com o intuito de amedrontá-la.
De acordo com a ocorrência, o conselheiro e a mulher, que têm duas filhas, uma de 4 anos e a outra de 1, se separaram em setembro devido à violência doméstica que ela sofria com o acusado em casa. A Justiça ainda instalou medida protetiva em desfavor do conselheiro que o impedia de se aproximar da vítima, dos familiares dela e ainda determinava que o acusado ficasse 60 dias sem ver as filhas.
Ainda assim, ele mantinha contato por mensagens e fazia ameaças de morte contra a ex pelo fato de ficar proibido de ver as filhas.
Ainda sobre os motivos para a separação, a mulher relatou à polícia que ainda casada, o marido enviou a foto da filha de quatro anos segurando uma arma. Que isso a assustou e deixou muito preocupada, contribuindo para a decisão de se separar.
Sobre o episódio da última sexta-feira (12), a vítima explicou que o conselheiro chegou à distribuidora pedindo para conversar e reatar o casamento. Argumentou que queria criar as filhas junto com ela, entre outras coisas.
A vítima negou o pedido e o acusado saiu irritado. Momentos depois, ele volta armado efetuando tiros em frente ao estabelecimento. Ela relata que correu assustada para o banheiro e acionou a Polícia Militar (PM), mas o homem conseguiu fugir.
O procurador do município de Jandaia, Paulo César Bernardo, informou que foi aberta um processo administrativo que está apurando toda a conduta do conselheiro, que além de todas as ameaças e de atirar na rua para intimidar a ex-mulher, o fato de “armar” a própria filha, uma criança de quatro anos, não condiz com o decoro de um conselheiro tutelar e é algo de extrema gravidade. Com isso, o foragido segue afastado de suas funções.
O Ministério Público (MP) entrou com pedido de prisão preventiva na Justiça em desfavor do conselheiro, que foi acolhido e a ordem judicial expedida nessa quarta-feira (17).
Desde então a polícia civil faz buscas pelo paradeiro do acusado, que continuava foragido até a publicação desta reportagem.

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