Confusão por marmita termina com casa depredada e carro destruído em Anápolis; veja vídeo
A confusão começou durante a entrega de uma marmita. O morador e o entregador trocaram ofensas e entraram em luta corporal.

Um desentendimento entre um morador e um entregador de aplicativo terminou com uma casa invadida, um carro depredado e um homem ferido na noite de domingo (2), no Residencial Itatiaia, em Anápolis. O caso é investigado pela Polícia Civil. Imagens mostram dezenas de motocicletas em frente ao imóvel onde ocorreu a confusão. Em um dos registros, é possível ver motociclistas deixando o local após a ação.
Segundo a Polícia Civil, a confusão começou durante a entrega de uma marmita. O morador e o entregador trocaram ofensas e entraram em luta corporal. À TV Anhanguera, o morador Kássio Dourado afirmou que demorou alguns segundos para abrir o portão enquanto procurava o controle remoto e que, nesse momento, houve um desentendimento.
"Nos alteramos um com o outro e entramos em vias de fato. Eu não bati nele. Imobilizei ele três vezes e, todas as vezes que eu soltava, ele vinha para cima de mim", declarou.
Após a briga, o entregador gravou um vídeo exibindo ferimentos que teria sofrido durante o confronto. Na gravação, ele afirma que compartilharia a localização da residência e a foto do veículo do morador em um grupo de motociclistas, além de convocar colegas para irem até o imóvel.
Horas depois, segundo o relato da vítima, mais de 30 motociclistas retornaram ao endereço. O grupo teria invadido a residência, causado danos ao imóvel e destruído o carro do morador.
O Corpo de Bombeiros informou que Kássio foi socorrido com sinais de agressão física. Ele apresentava um corte extenso na cabeça e foi encaminhado para atendimento hospitalar.
O morador também afirmou que a esposa e a filha estavam na residência no momento da invasão e se trancaram em um dos quartos por medo da ação do grupo.
A Polícia Civil informou que o morador e o entregador foram levados à delegacia. Os dois manifestaram interesse em representar criminalmente um contra o outro, e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi registrado. O caso segue sob investigação para apurar a responsabilidade de todos os envolvidos.
Em nota, a Associação dos Entregadores e Motoboys de Aplicativo de Goiás (Assemag) afirmou que acompanha o caso e ressaltou que não compactua com atos de violência, intimidação ou depredação de patrimônio. A entidade também destacou que a conduta investigada não representa a categoria dos entregadores e defendeu a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades.

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