Comparsa que foi buscar resgate de falso sequestro foi candidato a vereador em Goiânia
Cláudio Eduardo Noronha, que disputou vaga na Câmara de Goiânia em 2008, acabou preso ao buscar R$ 4 mil exigidos dos parentes do ex-prefeito de Uruaçu

Além da atuação no caso, Cláudio já disputou espaço na política goiana.
Cláudio Eduardo Noronha, de 52 anos, apontado pela polícia como comparsa do ex-prefeito de Uruaçu, Lourenço Pereira Filho, no falso sequestro que terminou com os dois presos teve papel central na execução do plano: foi ele quem apareceu para buscar o dinheiro cobrado da família e acabou detido em flagrante durante a operação policial.
Cláudio ganhou destaque na investigação após ser identificado como o responsável por ir ao encontro marcado para receber os R$ 4 mil exigidos dos parentes do ex-prefeito. Segundo a Polícia Civil, o valor seria pago para que o suposto sequestrador revelasse onde Lourenço estava e promovesse a libertação dele.
Além da atuação no caso, Cláudio já disputou espaço na política goiana. Em 2008, ele foi candidato a vereador em Goiânia e obteve pouco mais de 800 votos, mas não conseguiu se eleger.
A história começou no último dia 14, quando familiares comunicaram à polícia o desaparecimento de Lourenço Pereira Filho, de 55 anos, ex-prefeito de Uruaçu. Ainda naquele dia, parentes passaram a receber ligações e mensagens atribuídas ao suposto sequestrador.
Nas conversas, os familiares eram pressionados a entregar R$ 4 mil em espécie para receber informações sobre o paradeiro do ex-prefeito e garantir a suposta libertação dele.
Diante da denúncia, policiais organizaram uma entrega monitorada do dinheiro. Foi nesse encontro que Cláudio Eduardo Noronha acabou preso.
Após a detenção, ele indicou aos investigadores o local onde Lourenço estava: um apartamento no Setor União, em Goiânia.
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No imóvel, porém, a polícia afirma ter encontrado uma situação incompatível com um sequestro. Segundo a investigação, o ex-prefeito não apresentava sinais de ameaça, não estava amarrado, vigiado ou impedido de sair do local.
A partir daí, os investigadores concluíram que a dupla teria montado toda a história para extorquir dinheiro da própria família do ex-prefeito, formada por parentes idosos.
Lourenço Pereira Filho e Cláudio Eduardo Noronha passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão mantida. A Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva.
Na decisão, foi considerado que o crime tem gravidade elevada por envolver extorsão contra familiares idosos. O Judiciário também apontou que os investigados não apresentaram comprovantes de residência nem de atividade profissional lícita.
Os dois já foram encaminhados ao complexo prisional de Aparecida de Goiânia e seguem à disposição da Justiça.
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