Comandante da GCM é agredida, saca arma e dispara durante cavalgada de Sanclerlândia
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela comandante, ela foi violentamente empurrada e recebeu tapas de uma mulher que não conhecia.

Uma confusão durante uma cavalgada em Sanclerlândia, no oeste de Goiás, será investigada pela Polícia Civil. A comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) afirma que foi agredida por uma mulher e que precisou sacar a arma de fogo que carregava durante o tumulto. Imagens registradas durante a festa mostram a comandante sendo contida por pessoas que estavam no evento. Em determinado momento, ela aparece com uma arma na mão. Um homem tenta retirar o revólver dela e, durante a disputa, ocorre um disparo.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela comandante, ela foi violentamente empurrada e recebeu tapas de uma mulher que não conhecia. Ainda de acordo com o relato, depois das agressões, a mulher tentou pegar a arma que estava presa à cintura da agente.
A comandante afirmou que, ao tentar impedir que a mulher tomasse a arma, ocorreu um primeiro disparo, que ela classificou como acidental. Depois do tiro, a mulher teria soltado a agente e fugido do local sem ser identificada. Na sequência, conforme o relato apresentado à polícia, um homem se aproximou e tentou retirar a arma das mãos da comandante. Durante a tentativa de desarmá-la, houve um segundo disparo, também apontado por ela como acidental.
Após a confusão, a comandante procurou atendimento no Hospital Municipal de Sanclerlândia. Exames realizados na unidade teriam constatado lesões no rosto e na região da cintura, compatíveis com as agressões relatadas. A agente também passou pelo teste do bafômetro, que, segundo as informações apresentadas, não apontou consumo de bebida alcoólica.
A defesa da comandante afirma que ela agiu em legítima defesa ao tentar impedir que a arma fosse tomada. “Tentaram subtrair a sua arma e, como qualquer outra pessoa, principalmente da segurança pública, ela agiu em legítima defesa.”
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da confusão, das agressões e dos disparos ocorridos durante a cavalgada. A mulher apontada como responsável pelas agressões ainda não foi identificada.
A reportagem procurou a Guarda Civil Municipal de Sanclerlândia e a Polícia Civil para obter um posicionamento sobre o caso, mas, até a publicação, não havia recebido resposta.

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