Coach de Anápolis simula crime para dar calote em investidores, diz PC
O jovem, que seria a vítima, ministrava cursos nas redes sociais sobre como operar no mercado de criptomoedas há vários anos.

A Polícia Civil finalizou, nesta terça-feira (11), o inquérito policial que apurava uma suposta extorsão mediante sequestro, sofrida por um coach influenciador de Anápolis. Conforme o delegado Wllisses Valentim, o homem fingiu o sequestro para dar um possível calote em investidores de criptomoedas, ramo em que atua na internet.
A possível vítima teria sido sequestrado por três indivíduos na Avenida 30, Residencial Flor do Cerrado. Ele disse ter sido levado em seu próprio carro, um Toyota Corolla para uma região de mata no distro de Planalmira, na cidade de Abadiânia. Ele teria sido obrigado pelos bandidos a transferir cerca de R$ 200 mil em criptoativos para uma carteira informada pelos sequestradores. O jovem, que seria a vítima, ministrava cursos nas redes sociais sobre como operar no mercado de criptomoedas há vários anos.
Apesar das alegações, o laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil provou por meio do rastreamento das transações dos criptoativos enviados para uma carteira digital. O destino dos valores teria supostamente sido enviado pelos sequestradores para a esposa da vítima, que fazia contato com ele durante o crime via mensagens de whatsapp.
As criptomoedas Foram Transferidas para uma empresa chinesa sediada em Malta. Após requisição da Polícia Civil, descobriu-se que a conta foi criada pelo próprio homem. A polícia acredita que o motivo foi para dar crédito a uma falsa alegação de extorsão mediante sequestro para se esquivar de eventuais clientes credores/investidores, num calote ainda em apuração por parte da PC.
A investigação foi finalizada com o indiciamento do homem por Comunicação Falsa de Crime, o inquérito policial enviado à justiça.

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