Chilena diz que foi estuprada por massagista de hotel de luxo
Ocorrência foi registrada no hotel Meliá Brasil 21, em Brasília. O empreendimento informou que está prestando suporte à vítima e colaborando com as investigações.

Uma chilena de 47 anos, nome não divulgado, denunciou ter sido estuprada por uma massagista durante hospedagem no hotel de luxo Meliá Brasil 21, no domingo (19), em Brasília. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I).
De acordo com a ocorrência, a vítima se hospedou no hotel na companhia do filho. No dia 19, o rapaz entrou em contato com a recepção e pediu o serviço de massagista para a mãe. Uma “profissional” foi enviada ao apartamento 1902, suíte presidencial, para atender a hóspede.
No dia seguinte, a chilena enviou e-mail à administração do empreendimento, onde relatou que “viveu experiência traumática” nas dependências do hotel, mas que não queria detalhar o caso, apenas pediu que a segurança do estabelecimento fosse reforçada e que no dia 22, após o checkout, fosse escoltada por seguranças até ao aeroporto.
Preocupados sobre o que teria acontecido, funcionários foram enviados ao apartamento da vítima, onde conversaram e convenceram a mulher dizer o que tinha acontecido. Se mostrando muito abalada, a hóspede apenas relatou que foi estuprada por um funcionário.
A administração do hotel fez buscas pelas imagens de câmeras de segurança e confirmaram que no dia do fato, apenas a massagista entrou na suíte da vítima e que no momento em que a “profissional” permaneceu no apartamento, o filho da vítima também estava.
A gerência do hotel chamou o filho da vítima, esse relatou que recebeu a massagista no apartamento e que ficou na sala enquanto a “profissional” atendia à mão no quarto. Porém, algum tempo depois, a mulher foi embora e a vítima saiu do quarto “atordoada”, muito abalada, e repetindo que falou para a acusada que “não queria aquilo, só a massagem”.
O rapaz acrescentou que a massagista teria se “insinuado para ele” e que acredita que a acusada pensou que ele fosse um “acompanhante” da vítima.
O Meliá ressaltou que a massagista não pertence ao quadro fixo de funcionários do hotel, mas que presta serviços avulsos quando solicitado.
Após o conhecimento dos fatos, os hóspedes foram trocados de suíte, o apartamento presidencial foi isolado e a Polícia Civil comunicada do fato.
Investigadores acompanhados da peritos realizaram buscas no local. No quarto onde a vítima foi atendida foram encontrados indícios de violência, resistência e ainda uma mancha de sangue no chão.
As imagens captadas pelas câmeras de segurança do hotel no dia do fato foram enviadas à polícia e serão minuciosamente analisadas.
Questionado sobre o fato, o Meliá Brasil 21 informou que está prestando suporte à vítima e colaborando com as investigações.
“O hotel foi informado sobre um suposto caso de assédio a uma de suas hóspedes, ocorrido no último dia 19/12/21, e está prestando todo o suporte para a investigação do mesmo, bem como todo atendimento necessário a hóspede”.
Não foi informado se a “massagista” já foi intimada na delegacia para depor. Caso seque em investigação. (Com informações do Metrópoles).

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