Casal é preso falsificando mounjaro em condomínio de luxo em Goiânia
O material encontrado, segundo a polícia, incluía rótulos e bulas prontos para serem inseridos nas embalagens, o que caracteriza a tentativa de falsificação.

A Polícia Civil prendeu em flagrante um casal suspeito de fabricar e comercializar medicamentos falsificados em Goiânia. A ação, realizada pela Central Geral de Flagrantes, começou com uma abordagem no Jardim Mariliza e seguiu para um condomínio fechado de luxo, onde foram localizados e apreendidos grande quantidade de material farmacêutico, equipamentos e valores em espécie.
Segundo a polícia, foram encontradas ampolas e frascos contendo princípios ativos como tirzepatida (ligada ao medicamento comercializado como Mounjaro) e outro produto identificado nos locais como "Retatrutide" — além de rótulos, bulas, seringas, agulhas, canetas e material de rotulagem que indicavam um processo de adulteração e tentativa de dar aparência de produto original aos itens apreendidos.
Também foram recolhidas pequenas porções de entorpecentes e quantias em dinheiro. De acordo com os agentes, havia sinais de manipulação caseira do conteúdo das canetas de aplicação: os suspeitos retiravam o conteúdo das embalagens legítimas e substituíam por substâncias de procedência duvidosa antes de reembalar o produto.
O material encontrado, segundo a polícia, incluía rótulos e bulas prontos para serem inseridos nas embalagens, o que caracteriza a tentativa de falsificação e a intenção de enganar consumidores sobre a origem e a composição dos medicamentos.
Os dois suspeitos foram autuados com base no artigo 273, §1º‑B, incisos I e V, do Código Penal — tipificação que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado à saúde pública e que, nos termos da lei, é equiparada ao crime de tráfico de drogas, com pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão, sem possibilidade de fiança.
Consequências e investigação
Os suspeitos permanecem à disposição da autoridade policial e responderão pela prática do crime previsto no artigo 273. A polícia informou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros membros do grupo e possíveis pontos de distribuição.
Autoridades de vigilância sanitária e órgãos de controle foram acionados para avaliação do material apreendido e adoção das medidas administrativas cabíveis.

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