Bebê é morto pelo padrasto com varão de cortina; mãe sabia e não agiu
O casal tentou fugir pulando o muro da casa e mentiu ao tentar culpar o pai biológico da vítima

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Novo Gama, prendeu em flagrante o padrasto e a mãe de uma criança de um ano e dez meses, suspeitos de causar a morte da menor na madrugada desta segunda-feira (14); a vítima deu entrada na UPA desacordada, apresentando múltiplas lesões corporais e sinais de violência, e a mãe adolescente confessou que as agressões com um varão de cortina eram praticadas pelo companheiro.
A tragédia veio à tona após profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Novo Gama acionarem a polícia para verificar uma ocorrência de possível violência e abuso sexual contra uma criança. No local, a menor foi encontrada desacordada, com o corpo coberto por lesões, e infelizmente não resistiu, vindo a óbito.
Tentativa de Fuga e Confissão
Ao confrontar o casal com a descoberta da mentira, os policiais se dirigiram à residência. Ao constatarem a presença da polícia, os suspeitos tentaram fugir pulando o muro dos fundos, mas foram localizados em uma casa vizinha. O padrasto foi preso e a genitora, por ser adolescente, foi apreendida e ambos foram levados à delegacia.
Na unidade policial, a mãe adolescente confessou o crime. Ela revelou que as agressões contra a filha eram praticadas por seu companheiro, utilizando um objeto semelhante a um varão de cortina, que foi apreendido pela polícia. Na casa do casal, os agentes também encontraram um simulacro de arma de fogo e uma munição calibre .40.
O relato da genitora choca ainda mais: ela informou que não era a primeira vez que a filha era agredida violentamente pelo padrasto, mas que nunca havia registrado ocorrência ou impedido que as agressões continuassem.
O padrasto foi preso em flagrante e a mãe foi apreendida pelos crimes. A Polícia Civil segue com a investigação para detalhar as circunstâncias do assassinato e responsabilizar o casal pela brutalidade cometida.
Diante da gravidade da situação, as equipes da Polícia Civil e Militar iniciaram diligências ininterruptas. Inicialmente, o casal de suspeitos tentou se livrar da culpa, atribuindo a responsabilidade dos fatos ao pai da criança, mas as investigações da polícia rapidamente desmentiram a versão.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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