Bandidos se passam por conselheiros tutelares e tentam sequestrar crianças; veja os casos
A polícia investiga um casal que se passou por autoridade para tentar cometer o crime, enquadrado como tráfico de pessoas. Três casos já foram registrados em duas cidades goianas: Posse e Jaraguá

Uma série de tentativas de sequestro de crianças está assustando os moradores de Goiás. A polícia investiga um casal que se passou por conselheiros tutelares para tentar cometer o crime, enquadrado como tráfico de pessoas. Até agora, três casos já foram registrados em duas cidades goianas: Posse e Jaraguá.
De acordo com as informações iniciais, as vítimas são principalmente mães jovens, que se tornam alvo fácil para esses criminosos. Um dos relatos diz respeito a uma mulher de apenas 16 anos, mãe de uma criança de nove meses. Essa adolescente recebeu a visita de um homem que se apresentou como conselheiro tutelar. Ele alegou ter recebido denúncias de vizinhos sobre o choro constante da criança e, portanto, precisaria levá-la para avaliação.
Desconfiada e consciente da seriedade da situação, a jovem se negou a entregar seu filho, argumentando que seu pai era policial militar e se disposto a envolver as autoridades. Essa atitude aparentemente salvou a criança, pois o homem rapidamente se retirou, sem retornar ao local.
Em Jaraguá, um episódio semelhante aconteceu com outra mãe. Desta vez, o casal estava vestido com uniformes que remetiam à Justiça e foi até sua casa com a mesma narrativa. A mãe, desesperada e incrédula, partiu para a defesa, resultando em um desentendimento físico. Após uma breve confusão, o casal deixou a residência sem sucesso em sua tentativa de sequestro.
Esses casos têm chamado a atenção da polícia, que suspeita que os dois delegados envolvidos, de Posse e Jaraguá, possam estar lidando com os mesmos criminosos ou, até mesmo, com uma rede mais ampla de atores envolvidos em atividades ilegais.
A série de ameaças destaca a importância de os cidadãos estarem sempre em alerta. As autoridades locais pedem à população que exijam a identificação e o documento de qualquer conselheiro tutelar que solicitar acesso a crianças. É fundamental que os moradores conheçam os direitos e as normas relacionadas à atuação dos conselhos tutelares para evitar serem enganados por golpistas que, até agora, têm demonstrado acesso a informações preocupantes sobre as famílias e suas circunstâncias.
“Várias situações chamam a atenção, como o fato de que essas pessoas têm acesso a informações que não sabemos como poderiam conseguir, como algumas características específicas das crianças”, observa um dos delegados que cuidam do caso.
A investigação está sendo tratada com a seriedade que a situação exige, e a busca por respostas é essencial para evitar que novos ataques ocorram.
À medida que a polícia aprofunda suas investigações, a comunidade permanece em alerta, na esperança de que ações imediatas resultem na captura dos responsáveis e a segurança das crianças seja restaurada em Goiás.

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