Assessor do Governo Caiado pede sexo e mostra pênis para jovem cadeirante
Fábio foi exonerado do cargo na Secretaria de Estado de Administração na última segunda-feira (16), após o início da investigação por crimes de importunação sexual e violência psicológica contra a menor

Assessor do Governo de Goiás, Fábio Pereira, conhecido como Chefe Fabinho, é acusado e investigado por importunação sexual, violência psicológica e ainda pode ser enquadrado por crime de estupro de vulnerável, por trocar mensagens de cunho sexual e enviar vídeos íntimos, inclusive, mostrando órgão genital, para uma adolescente de 15 anos, nome não divulgado, portadora de deficiência física (cadeirante), em Goiânia.
Fábio foi exonerado do cargo na Secretaria de Estado de Administração na última segunda-feira (16), após o início das investigações.
De acordo com a ocorrência, os dois se conheceram em 20 de abril deste ano durante evento na escola da adolescente. Segundo a mãe da menor, Fábio teria ficado o tempo todo ao lado da estudante e que estranhou o comportamento dele.
Em determinado momento, a adolescente pediu para ir ao banheiro e Fábio chegou a se oferecer para levá-la. A mãe disse que não precisava de ajuda e levou a filha embora.
Ainda no dia, o acusado pegou o contato da menor e começou a troca de mensagens que ocorreu por cerca de 20 dias, quase sempre por volta da meia noite.
No início, o acusado falava em “amizade colorida”, quando os assuntos eram de sobre jogos de futebol a atividades do dia-a-dia. Porém, logo mudou, com a proposta de manter relação sexual. Fábio Pereira teria enviado pelo menos cinco vídeos onde ele aparece nu e acaricia o próprio corpo, além da tentativa de marcar encontros, que não chegou a se cumprir.
“Vontade de gozar para você, ao vivo. Na sua frente. E você ajuda da forma que quiser e puder”, escreveu Fábio Pereira em uma mensagem.
Ele insiste na conversa.
“Como você pode ajudar? Fala. Porque você falando, me atiça aqui. Gostaria demais de saber”, continuou.
O suspeito fala em marcar um encontro, que poderia ser na casa da adolescente quando estivesse sozinha, o que não aconteceu.
A adolescente supostamente pede para ele enviar vídeos de corpo inteiro. O suspeito aceita, diz que vai gravar imagens mostrando os órgãos genitais e envia. Mas pede que ela apague as mensagens logo em seguida para "não dar problema".
A mãe da menina disse que a filha mudou o comportamento dentro de casa depois de começar a conversar com o homem. Ela ficou agressiva, tinha pesadelos e não deixava a mãe pegar o celular.
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A adolescente contou que Fábio Pereira sempre perguntou se ela era virgem ou se tinha vontade de não ser mais. Durante as trocas de mensagens, o homem chegou a falar que aquilo não era pedofilia e que não teria problemas porque já tinha "ficado" com meninas até mais novas do que ela.
A família registrou ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia no dia 2 de maio, quando descobriu o caso.
A delegada Josy Alves, que trabalha na, abriu um inquérito para investigar os possíveis crimes de importunação sexual e violência psicológica.
Segundo a investigadora, Fábio Pereira compareceu espontaneamente à delegacia e disse que o episódio foi um relacionamento virtual e que a adolescente correspondeu às conversas.
Caso segue em investigação.
Fábio Pereira disse em nota que "foi um diálogo natural por mensagem entre duas pessoas" e não houve encontro isolado entre eles. Ele ressaltou que respeita a adolescente e a família dela.
O Governo de Goiás, sobre a “demissão" de Fábio, justificou que “não é admitida qualquer conduta que fira os preceitos éticos, legais e morais nos quadros do Governo de Goiás” e, por isso, ao tomar conhecimento da denúncia, a Governadoria imediatamente exonerou o servidor. (Com informações TV Anhanguera).
Veja notas na íntegra
Fábio Pereira
"Entendo ser um diálogo natural por mensagem entre duas pessoas, não havendo nenhum encontro isolado com a denunciante. No único encontro, a genitora estava presente. Quero ressaltar aqui o respeito a ela e toda família".
Governo de Goiás
"O Governo de Goiás, por meio da Secretaria-Geral da Governadoria, esclarece:
- Não é admitida qualquer conduta que fira os preceitos éticos, legais e morais nos quadros do Governo de Goiás. Portanto, ao tomar ciência da denúncia, a Secretaria-Geral da Governadoria imediatamente exonerou o servidor, conforme publicação no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira (15/5), e tem acompanhado o desenrolar das investigações.
– O Governo de Goiás reitera que qualquer suspeita de crime deve ser amplamente investigada pelas autoridades de Segurança Pública".

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