Assaltantes que botaram fogo em jovem e deixaram queimar até a morte são presos
Os acusados foram identificados após cerca de três meses de investigação, em Planaltina (DF), período em que mais de 20 vítimas denunciaram terem sido assaltadas no “transporte” dos acusados.

Dois assaltantes, identificados como Gilberto Alcena dos Santos, o "Baiano", e Sebastião Batista Rolim, conhecido como "Pastor", especializados em cometer roubos violentos num esquema de transportes clandestinos, no Distrito Federal (DF), foram presos. A dupla chegou a atear fogo numa jovem após um dos assaltos, em Planaltina, e deixou a vítima queimar até a morte numa plantação de milho no município.
As investigações começaram após o encontro do corpo carbonizado, que foi identificado como de uma jovem que trabalhava num supermercado do município, nome não divulgado, que "desapareceu" após o trabalho no dia 27 de julho, quando entrou na lotação clandestina dos bandidos.
Foi constatado que os bandidos atuavam passando em paradas de ônibus, onde ofereciam o transporte clandestino. As vítimas que aceitavam as viagens, instantes depois de entrar no veículo, eram assaltadas e depois abandonadas em áreas rurais.
Durante três meses apurando o fato, a polícia localizou mais de 20 vítimas e essas apontaram Gilberto e Sebastião como os autores dos crimes. Em outubro, o delegado responsável entrou com pedido de prisão preventiva em desfavor dos acusados e as ordens judiciais foram expedidas pela Justiça.
No dia 18 do mesmo mês, Gilberto foi localizado em Ceilândia (DF) e preso. Segundo as investigações, ele era responsável por planejar os assaltos e revender os objetos roubados. No dia da prisão, o acusado tinha praticado quatro roubos em pontos de ônibus do município. Ele "ganhava" bastante dinheiro com o esquema e gostava de ostentar nas redes sociais.
Em depoimento, Gilberto confessou ter ateado fogo na jovem. Já Sebastião, conhecido como Pastor, foi localizado em Planaltina e preso sete dias depois do comparsa.
A Polícia Civil continua com as investigações e a intenção é encontrar outras possíveis vítimas.
O inquérito está em fase final e após a conclusão será encaminhado ao Ministério Público (MP), que vai analisar o documento e entregar, em forma de denúncia, à Justiça, onde os acusados vão responder pela série de assaltos, a morte violenta da jovem carbonizada e demais crimes apurados e apontados pela polícia e promotores.

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