Após confessar feminicídio, homem envia áudios ameaçando filha e genro da vítima; ouça
Segundo a Polícia Civil, Carlos Humberto Silva Cardoso confessou ter enforcado a companheira após um desentendimento.

O homem suspeito de matar a companheira, a caixa de supermercado Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, de 63 anos, confessou o crime em um áudio enviado após o homicídio. Na gravação, além de afirmar que não se arrepende do assassinato, ele também faz ameaças contra a filha e o genro da vítima. Tânia foi encontrada morta dentro da própria casa, em Itumbiara, no sul de Goiás.
Segundo a Polícia Civil, Carlos Humberto Silva Cardoso confessou ter enforcado a companheira após um desentendimento. No áudio, que passou a circular nas redes sociais, o suspeito demonstra frieza ao falar sobre o crime e ameaça matar os familiares da vítima.
“Matei e não me arrependo. Se tiver que matar de novo, eu mato. [...] Eu quero pegar a filha e o genro dela agora, matar os dois”, disse ele.
Autor em fuga
De acordo com o delegado Felipe Salla, Carlos Humberto ainda não havia sido localizado até a manhã desta sexta-feira (26). Na gravação, ele afirma que pretende atacar a filha e o genro de Tânia e menciona um episódio em que o genro teria apontado uma arma contra ele.
O investigador explicou que o suspeito guarda ressentimento do casal desde um caso anterior de violência doméstica envolvendo Tânia.
"Em uma agressão anterior, a filha entrou para defender a mãe e acabou sendo agredida com um tapa pelo suspeito. O genro também interveio na situação", relatou o delegado ao portal G1.
Apesar de a polícia confirmar a autenticidade do áudio, ainda não foi possível identificar quem recebeu a gravação originalmente antes de ela se espalhar pelas redes sociais.
Corpo foi encontrado após desaparecimento
O desaparecimento de Tânia foi comunicado à polícia pelo genro, que estranhou o fato de ela não comparecer ao trabalho desde o último domingo. Equipes foram até a residência da vítima, no Setor Afonso Pena, onde encontraram o corpo sobre a cama, coberto por um edredom e já em avançado estado de decomposição.
Familiares contaram que um dos irmãos da vítima ouviu uma discussão na casa no domingo, data em que a polícia acredita que o crime tenha ocorrido.
Ainda segundo a investigação, Tânia já havia obtido medida protetiva contra Carlos Humberto, que possui histórico de ocorrências por lesão corporal e ameaça registradas na Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem).
Por causa do estado de decomposição do corpo, a perícia não conseguiu identificar sinais aparentes de violência. No entanto, conforme a Polícia Civil, o próprio suspeito confessou que matou a companheira por estrangulamento após perder a paciência durante uma discussão.
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