"Amiga" que matou jornalista já tem passagens por estelionato, calúnia e outros crimes
Além do histórico policial, a investigada também chama atenção pela variedade de informações apresentadas em seus perfis nas redes sociais.

Renata Oliveira, proprietária do imóvel, estava no local acompanhada da companheira e consumia bebidas alcoólicas com a vítima.
Presa preventivamente pela morte do jornalista Delson Carlos, Renata de Almeida Pedreira já possuía passagens pela polícia antes do homicídio registrado na última sexta-feira (24), em Goiânia. Conforme apurado pela Polícia Civil, Renata já foi investigada por crimes de estelionato, difamação, injúria, calúnia e perturbação do sossego.
Além do histórico policial, a investigada também chama atenção pela variedade de informações apresentadas em seus perfis nas redes sociais. Ela se identifica como empresária, CEO de uma página de venda de roupas e influenciadora digital. Renata também possui registro ativo há 32 anos no Conselho Regional de Odontologia (CRO-GO), onde consta como cirurgiã-dentista e odontopediatra.
Em outro perfil, porém, ela afirma atuar como advogada. Entretanto, segundo consulta à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Renata não possui inscrição regular e não integra os quadros da advocacia.
O homicídio
Ela é apontada como autora do assassinato do jornalista Delson Carlos, de 52 anos, ocorrido dentro de um apartamento no Setor Bueno. O imóvel pertence à própria investigada e era alugado ao jornalista havia cerca de cinco anos.
Segundo a investigação, Delson, Renata e a companheira da suspeita participavam de uma confraternização quando uma discussão terminou em violência. A Polícia Civil apura que Renata teria atacado o jornalista com uma faca. A companheira da investigada também foi ferida ao tentar intervir, sofrendo cortes nos braços, mas recebeu alta após atendimento médico.
Após o crime, Renata permaneceu trancada no apartamento por mais de três horas e resistiu à negociação com equipes especializadas da Polícia Militar. A porta do imóvel precisou ser rompida com o uso de explosivos, e ela acabou sendo contida com uma arma de choque antes de ser presa.
Audiência de custódia
Durante a audiência de custódia, Renata informou à Justiça que não possui transtornos mentais nem dependência de drogas ilícitas, afirmando consumir apenas bebidas alcoólicas. Ela optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório policial.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, que considerou necessária a medida para garantir a investigação e proteger a principal testemunha do caso.
Delson Carlos e Renata eram amigos de longa data e frequentemente apareciam juntos em vídeos publicados nas redes sociais. A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios dará continuidade às apurações para esclarecer a motivação do crime.
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