Amante que matou empresário "como prova de amor" tinha todas as contas da família pagas pela vítima
Vinícius Valentin, 21 anos, e sua namorada, Yara Alves, 26, foram indiciados por latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menores pelo homicídio de Carlos Luiz de Sá, de 53 anos, em Trindade

A Polícia Civil de Goiás concluiu as investigações sobre a morte do empresário Carlos Luiz de Sá, de 53 anos, ocorrida em Trindade, e indiciou Vinícius Valentin, de 21 anos, e sua namorada, Yara Alves, de 26, por latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Douglas Pedrosa, as investigações revelaram que Vinícius, que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, extorquia Carlos há cerca de um ano e meio. O empresário chegou a arcar com diversas despesas da família do suspeito, incluindo contas de supermercado, viagens e festas de aniversário.
A polícia apurou que, cerca de 20 dias antes do crime, Carlos tentou terminar o relacionamento, o que motivou Vinícius a ameaçá-lo com uma faca na padaria da vítima. Além disso, Vinícius teria pedido para morar com o empresário, que negou o pedido, intensificando as extorsões.
No dia do crime, Carlos portava pelo menos R$ 3,8 mil em dinheiro, quantia que a polícia acredita ter sido roubada por Vinícius e Yara após o assassinato, configurando o latrocínio.
Para a polícia, a alegação de Yara de que a morte do empresário seria uma "prova de amor" de Vinícius após ela descobrir o relacionamento entre os dois foi uma tentativa de desviar a investigação para um homicídio, crime com pena menor.
Após o crime, o casal buscou a irmã de Vinícius, uma adolescente de 15 anos, para ajudá-los a ocultar o corpo, o que resultou na acusação de ocultação de cadáver e corrupção de menor.
O corpo de Carlos foi encontrado às margens da GO-020, próximo a Goiânia, dois dias após seu desaparecimento, que ocorreu na noite de 25 de fevereiro, quando ele foi visto saindo de sua padaria.
O delegado Douglas Pedrosa ressaltou que o indiciamento por latrocínio pode resultar em uma condenação mais severa, com pena de 20 a 30 anos, em comparação com o homicídio, que tem pena de 6 a 20 anos e é julgado por júri popular.
Até o momento, os suspeitos permanecem presos. O resultado das investigações foi encaminhado ao Ministério Público, que poderá acatar ou não os indiciamentos e solicitar novas diligências.

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