Amanda Partata perguntou qual era o “maior medo” do ex e matou família para causar "sofrimento"
Em coletiva de conclusão das investigações da morte de Leonardo Pereira Alves e de sua mãe, Luzia Alves, polícia respondeu o porquê de a advogada matar família e não o ex-namorado

Em coletiva de conclusão das investigações da morte de Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e de sua mãe, Luzia Alves, 86 anos, pai e avó, Polícia Civil destacou que a motivação do crime cometido, segundo as apurações, pela advogada Amanda Partata, em matar a família e não o ex, já que era ele quem não queria mais o relacionamento, era a vontade dela de “causar o maior sofrimento da vida dele” por se sentir rejeitada.
O delegado responsável pelo caso, Carlos Alfama, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), informou que durante depoimento de Leonardo Filho, ex-namorado de Amanda, neto de Luzia e filho de Leonardo, as vítimas, a testemunha entregou uma troca de mensagens com a ex, onde ela questionava qual era o maior medo da vida dele.
De acordo com os prints da conversa, no dia 8 de dezembro, Amanda perguntou a Leozinho qual era o maior medo dele. Em resposta, o ex disse que tinha medo de morrer, que amava viver.
Amanda, então, teria concluído que tirando as pessoas que ele mais amava, a família, causaria o maior sofrimento da vida dele. De acordo com a nota fiscal adquirida pela polícia, no mesmo dia da conversa, a advogada fez a compra do veneno pela internet.
O produto chegou no endereço da casa dela em Itumbiara, no último dia 16, quando Amanda já estava em Goiânia. Uma secretária avisou que a “encomenda” tinha chegado e, imediatamente, a acusada contratou um serviço de entrega por aplicativo e pediu que o produto fosse transportado para Goiânia e entregue a ela no hotel.
Imagens apreendidas pela Polícia Civil mostram o momento em que Amanda recebe a caixa, abre e entra de volta para o quarto, nesse momento, já com o veneno em mãos.
Foi no dia seguinte, 17, um domingo, que a acusada fez as compras do café da manhã, envenenou os doces que ofereceu à família e seguiu para casa das vítimas, onde permaneceu das 9h às 12 horas.
Ainda sobre o veneno, o delegado relata que recebeu depoimento de uma testemunha chave, o motorista de aplicativo que transportou a caixa com veneno de Itumbiara a Goiânia.
A testemunha, após repercussão do caso na imprensa, se apresentou na delegacia e relatou que era ele que tinha entregue a Amanda a caixa. Ressaltou que ficou com medo, já que se fosse investigado a polícia descobriria que ele recebeu um pagamento da advogada.
No entanto, após tomar conhecimento do caso por meio da imprensa, ele destacou que não sabia do que se tratava, mas com a repercussão do envenenamento, ele desconfiou, já que ela é a acusada e a única informação que ele tinha era de que o produto transportado era de natureza de “farmácia química”, assim resolveu procurar a polícia e relatar o fato.
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Entenda
A investigada pela morte por envenenamento de, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe e filho, a advogada Amanda Partata, chegou à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), negando que tenha cometido o crime na tarde desta quarta-feira (20), quando foi presa.
O inquérito policial tem mais de 150 páginas de uma investigação minuciosa. De acordo com as investigações, apesar da exposição dos doces, a apuração aponta que um suco que Amanda teria levado para a casa da família, na manhã de domingo. pode ser o alimento envenenado.
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As mortes
Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, morreu no domingo (17), após passar mal e ser internado com dores abdominais, vômitos e diarreia. Já Luzia Alves, de 86 anos, teve a morte confirmada pela família na madrugada de segunda-feira (18). Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Ambos comeram algum alimento por volta de 10h, que pode estar diretamente ligado às mortes e começaram a passar mal duas horas depois.
O possível alimento envenenado teria sido levado à casa da família por Amanda, que mantinha uma relação com a família, já que estava supostamente grávida do filho de Leonardo, e foi no domingo de manhã fazer uma “visita”.
Além de Leonardo e Luzia, no domingo Amanda, supostamente, também teria passado mal após o café da manhã, mas diferente das vítimas, ela não sofreu complicações graves.

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