Agente da PRF é acusado de fraudar vistorias de veículos
O servidor foi alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (23)

Um servidor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) lotado na capital capixaba, Vitória, foi afastado de suas funções nesta quinta-feira (23) sob forte suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A medida é resultado da Operação Gypaetus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em uma ação integrada com a própria PRF e com o apoio crucial de sua Corregedoria.
A investigação, que culminou na operação de hoje, teve início a partir de informações levantadas pela Corregedoria da PRF, que apontavam para irregularidades graves praticadas pelo agente. Segundo as apurações preliminares, o servidor realizava simulações de vistorias veiculares, registrando inspeções que, na verdade, nunca ocorreram. O objetivo seria liberar de forma irregular veículos pertencentes a empresas de transporte, burlando os procedimentos de fiscalização e segurança.
Na manhã desta quinta-feira, a Operação Gypaetus mobilizou equipes da PF e da PRF para cumprir os mandados expedidos pela Justiça. Foram executados um total de cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de suspensão do exercício da função pública contra o servidor investigado. As ações foram concentradas em três municípios do Espírito Santo: Venda Nova do Imigrante, Brejetuba e Castelo, indicando uma possível ramificação das atividades ilícitas para além da capital.
Durante as buscas realizadas nas residências e locais de interesse do servidor, foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares, além de documentos que podem conter informações relevantes para o avanço da investigação. Todo o material recolhido será submetido a perícia técnica, com o objetivo de extrair provas e esclarecer a extensão do esquema de corrupção e fraude.
A Polícia Federal e a Corregedoria da PRF não detalharam o tempo de duração da investigação ou o número exato de veículos que teriam sido liberados irregularmente. No entanto, a deflagração da Operação Gypaetus reforça o compromisso das instituições em combater desvios de conduta dentro de seus próprios quadros, buscando garantir a integridade e a lisura dos serviços públicos prestados. O servidor afastado poderá responder por crimes como corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informação e outros delitos que possam ser identificados ao longo do processo investigatório.
A investigação segue em andamento, e as autoridades esperam que a análise dos materiais apreendidos possa trazer mais detalhes sobre a participação de outros possíveis envolvidos e a dimensão total das fraudes.

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