Advogados goianos e funcionário do Banco do Brasil são presos acusados de golpe de quase R$ 32 milhões na Justiça
A quadrilha fabricava alvarás de pagamento judiciais falsos. A operação abrangeu Goiânia, Trindade, Aparecida, Anápolis, Anicuns e se estendeu até Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e Pará.

Operação deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO), nas primeiras horas desta quarta-feira (19), mira advogados, funcionário do Banco do Brasil, e outros criminosos investigados de se passarem por juízes, conseguirem acesso ao sistema do Tribunal de Justiça, falsificar alvarás de liberação de saques e subtrair cerca de R$ 31,8 milhões de contas judiciais.
Os agentes saíram às ruas para cumprir 33 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em uma vasta operação que se estende por várias cidades e estados do Brasil.
De acordo com as investigações, a quadrilha fabricava alvarás de pagamento judiciais falsos. A operação abrangeu Goiânia, Trindade, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Anicuns e se estendeu até os estados da Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e Pará.
O crime, segundo as operações, funcionava com os advogados tendo acesso ao sistema do TJ, criando alvarás falsos e falsificando assinatura de juízes para apresentar o documento no Banco do Brasil, onde esse determinado funcionário, já dentro do esquema, aceitava esses documentos falsos e facilitava a liberação do dinheiro. O prejuízo se aproxima dos R$ 32 milhões.
A operação desta quarta-feira (19) é desdobramento das investigações que começaram em novembro de 2022, quando as autoridades iniciaram o processo de desmantelamento de uma organização criminosa especializada em estelionatos majorados contra a administração pública.
Investigações seguem em andamento.

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