Dimitry Carewuta Jucá, advogado e ex-candidato a desembargador em Goiás, foi alvo da operação “Mala Fides” (que significa “má-fé” em latim) deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal e preso na última quarta-feira (17). A investigação aponta para fraudes em decisões judiciais, que teriam resultado em desvios de quase R$ 5 milhões de contas de idosos e pessoas falecidas.
O mandado de prisão foi emitido pela 4ª Vara Criminal de Brasília, e Dimitry é acusado de associação criminosa. O processo contra ele está no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), onde não há advogado habilitado para sua defesa.
Além de Dimitry, outros investigados estão envolvidos no esquema. Entre eles estão Marcela Adriana Arca dos Santos, Yuri Pinto Soares, Christiane Brandão de Figueiredo, Aderaldo Junior de Queiroz, Fagner Lima da Silva, Siguel Nogueira Araki, Breno Alexandre Modolo, Raphael Cesar de Oliveira Santos Souza e Jurema Jucá da Silva (mãe de Dimitry).
O juiz Aimar Neres de Matos ordenou a prisão com base na necessidade de preservação de provas e no andamento das investigações. A organização criminosa, composta por advogados e empresários, utilizava empresas de fachada para lavagem de dinheiro. Em um caso ocorrido em 2023 no Paraná, uma mulher teve seu patrimônio prejudicado em quase R$ 1 milhão devido ao golpe.
Outro integrante do esquema teria desviado cerca de R$ 3 milhões de um homem falecido em 2014. Os valores eram retirados das contas bancárias deixadas pelos falecidos.
A Polícia Civil do DF informou que os advogados que representavam tanto o autor quanto o réu estavam em conluio. Após o ajuizamento das ações, eles simulavam acordos que eram homologados judicialmente. Como os pagamentos não eram voluntários, indicavam contas bancárias para bloqueio de valores. A prisão de Dimitry e dos demais envolvidos visa aprofundar as investigações e garantir a justiça.