Advogado é acusado de invadir apartamento, agredir médica e amigo
Luiz Eduardo Miranda Vilaça nega as acusações. Vítima solicitou medida protetiva, que foi autorizada pelo juiz Vitor Umbelino Soares Junior.

O advogado Luiz Eduardo Miranda Vilaça é acusado de invadir um apartamento e agredir a ex-namorada, que é médica, e um amigo dela, na madrugada de sexta-feira (08), em Goiânia. Após a confusão, ele deixou o local.
O boletim de ocorrência foi registrado na manhã desta segunda-feira (11). As informações foram publicadas pelo site G1 Goiás.
De acordo com a reportagem, a médica e o advogado namoraram por um ano e dois meses, porém, moraram juntos por 10 meses, e atualmente tinham guarda compartilhada de um gato de estimação. Por isso, mesmo após o término, Luiz tinha acesso ao condomínio da ex para poder buscar e deixar o animal.
A vítima relatou ainda que na sexta-feira foi a um barzinho com amigos, entre eles um que é morador de Rio Verde e que estava hospedado em seu imóvel. Na madrugada, após retornarem para o apartamento, o acusado tocou a campainha exigindo que abrisse a porta.
"Ele falou: 'Abre essa porta'. Respondi: 'Não vou abrir, vou chamar o porteiro'. De repente ele virou um monstro e falou: 'Vou arrebentar'. Em seguida, começou a chutar o momento em que começou a pedir para que o advogado parasse: 'Para, pelo amor de Deus! Estou atrás da porta, para!'.
Luiz Eduardo então arrombou a porta do banheiro, onde estava o amigo dela. De acordo com o relato da mulher, o amigo se trancou no banheiro, mas o advogado arrombou a porta do cômodo e começou a dar vários socos no rosto do rapaz. Ela disse ainda que, enquanto isso, tentou separar os dois e foi empurrada pelo ex-namorado várias vezes, o que causou os machucados.
"Pegou meu amigo e começou a dar um monte de murro. Meu amigo tentando se defender e falando: 'Para, cara. Eu não fiz nada'", completou.
Em nota, ele afirmou que sente muito pelo ocorrido, mas nega ter ocorrido espancamento. As escoriações sofridas ocorreram “foi a vítima querer proteger o amante casual que ela conheceu, tá na moda”.
“Reconhecer meu excesso perante a sociedade e dizer que isso é mais um caso de falta de Responsabilidade Afetiva. Temos enquanto sociedade voltar a ensinar os filhos valores supremos, de dizer a verdade, doa a quem doer, que isso seja gravado na memória das pessoas, que tem muitas pessoas por aí, querendo inverter valores”, concluiu.
A vítima solicitou medida protetiva, que foi autorizada pelo juiz Vitor Umbelino Soares Junior.

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