Advogado é acusado de calote e retirar camisinha durante sexo a três
O fato de o advogado querer retirar a camisinha provocou a ira das profissionais do sexo, que chegaram a paralisar a suruba no escritório

O rebuliço sexual envolvendo o que deveria ter sido uma noite de prazer exclusivo em um escritório de advocacia na Península dos Ministros, no Lago Sul, em Brasília, ganhou novos e conturbados desdobramentos. O episódio, que coloca no centro das investigações o advogado Hans Weberling e duas garotas de programa, expõe não apenas um desacerto financeiro de R$ 10 mil, mas uma prática de alto risco biológico: a retirada do preservativo durante o ato sexual, sem consentimento — procedimento conhecido como stealthing.
Proteção abandonada
Segundo relato das mulheres e mensagens anexadas ao boletim de ocorrência, o clima de euforia que marcou o início do ménage à trois — acertado por R$ 5 mil para cada profissional — foi interrompido quando ambas perceberam que o advogado havia se desfeito da camisinha no meio do ato.
A descoberta levou à paralisação imediata da suruba. As mulheres afirmam ter se sentido “vulneráveis e expostas”, citando risco de transmissão de DSTs e quebra completa de confiança.
“Isso gerou um medo na gente, porque existem riscos e consequências que não deveriam ter acontecido daquele jeito”, disse uma das profissionais à polícia, destacando que o advogado “colocou a si mesmo e às demais em perigo”.
Do risco ao calote
A tensão provocada pelo episódio contaminou a negociação financeira. Com o clima arruinado e alegando terem sido lesadas física e moralmente, as mulheres exigiram o pagamento imediato do valor combinado. É neste momento, de acordo com as vítimas, que Weberling teria se recusado a pagar.
A negativa veio acompanhada de ironia. Diante da cobrança insistente e da afirmação das profissionais de que “programa não é fiado”, o advogado teria respondido: “Pode chamar até o papa que eu não vou pagar”.
Versões na delegacia
A Polícia Militar foi acionada e levou o trio até a 5ª Delegacia de Polícia, no Plano Piloto. Em depoimento, Weberling tentou minimizar o ocorrido, alegando que a relação foi “espontânea” e surgida após uma confraternização na Fazenda Churrascada, negando qualquer acerto comercial.
As mulheres sustentam a versão oposta: afirmam que o valor foi combinado previamente e que o ato de retirar o preservativo, além de violar o acordo, configurou risco à saúde e agressão à liberdade sexual.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que apura tanto o suposto calote quanto a suspeita de stealthing, prática considerada violação e objeto de discussão crescente no sistema jurídico brasileiro.

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