Advogado: Amanda estava grávida e foi presa enquanto internada em hospital; veja vídeo
O defensor falou pela primeira vez na noite dessa quarta-feita (20) à TV Brasil Central após a prisão da cliente, a também advogada Amanda Partata, que é investigada por duplo homicídio

Advogado de Amanda Partata, investigada pela morte por envenenamento de Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e Luzia Tereza Alves, 86, pai e avó do ex-namorado, declarou na noite dessa quarta-feira (20), em entrevista à TV Brasil Central (TBC), que a cliente se diz inocente dos crimes apontados e que sua prisão será questionada, já que ela estava internada em hospital, pode ter pedido o bebê da suposta gravidez, além, segundo o defensor o “horário inadequado” para ação policial.
O advogado esclareceu que Amanda estava internada sob prescrição médica e a prisão aconteceu dentro da unidade de saúde. Não afirmou o motivo da indicação médica para estar internada, mas ressaltou que a cliente estava grávida e, devido aos acontecimentos dos últimos dias, não sabe se a gravidez persiste.
Sobre o relacionamento com as vítimas, o advogado destacou que Amanda tinha um “ótimo relacionamento” como avô, Leonardo Pereira Alves, e a bisavó, Luzia Tereza Alves, do filho que estaria esperando do filho de Leonardo.
“Ela estava grávida e em vista de alguns fatos que aconteceram nesses últimos dias é necessário um aprofundamento para saber se essa gravidez persiste”, disse o advogado.
O advogado diz que tem alguns questionamentos sobre a prisão, que nesta quinta-feira (21) vai acompanhar a audiência de custódia e questionar a prisão da cliente.
“Alguns questionamentos contra a efetivação da prisão dentro de uma unidade hospitalar, até o próprio horário que essa prisão se efetivou a gente entende que não foi adequado. Esses questionamentos serão feitos amanhã na audiência de custódia. A partir da decisão proferida vamos analisar as medidas cabíveis”, afirmou o advogado.
Entenda
A investigada pela morte por envenenamento de, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe e filho, a advogada Amanda Partata, chegou à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), negando que tenha cometido o crime na tarde desta quarta-feira (20), quando foi presa.
O inquérito policial tem mais de 150 páginas de uma investigação minuciosa. De acordo com as investigações, apesar da exposição dos doces, a apuração aponta que um suco que Amanda teria levado para a casa da família, na manhã de domingo. pode ser o alimento envenenado.
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As mortes
Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, morreu no domingo (17), após passar mal e ser internado com dores abdominais, vômitos e diarreia. Já Luzia Alves, de 86 anos, teve a morte confirmada pela família na madrugada de segunda-feira (18). Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Ambos comeram algum alimento por volta de 10h, que pode estar diretamente ligado às mortes e começaram a passar mal duas horas depois.
O possível alimento envenenado teria sido levado à casa da família por Amanda, que mantinha uma relação com a família, já que estava supostamente grávida do filho de Leonardo, e foi no domingo de manhã fazer uma “visita”.
Além de Leonardo e Luzia, no domingo Amanda, supostamente, também teria passado mal após o café da manhã, mas diferente das vítimas, ela não sofreu complicações graves.

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