Advogada é acusada de transmitir ordens de facção de dentro do presídio
Ela seria responsável por transmitir recados e mensagens de natureza criminosa entre um preso recolhido na unidade de segurança.

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Laço Oculto, em ação conjunta com o Gaeco do Ministério Público do Mato Grosso, a Polícia Militar do MT e a Polícia Penal de Goiás.
A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra uma advogada em Barra do Garças (MT). Também foi cumprido mandado de prisão contra um investigado que já se encontrava detido na Unidade Prisional Especial de Planaltina (GO) por outros crimes.
Segundo as investigações, a advogada passou a integrar, há pelo menos um ano, uma facção criminosa com atuação em Goiás, assumindo a função de “pombo-correio” ou “mensageira”. Nesse papel, ela seria responsável por transmitir recados e mensagens de natureza criminosa entre um preso recolhido na unidade de segurança máxima de Planaltina e membros da organização que estão em liberdade.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos telefones celulares, anotações e documentos, que serão analisados ao longo da apuração. O mandado contra o investigado já custodiado foi formalmente registrado pela Polícia Penal em Planaltina.
A ação contou ainda com o apoio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) do MPGO e faz parte de uma série de operações recentes contra facções criminosas no Estado. Entre as ofensivas anteriores estão Sintonia Goiás, Sintonia do Entorno, Irmandade do Crime, Família, Mensageiros e Honoris Criminis.

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